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	<description>Associação de Solidariedade Social dos Trabalhadores e Reformados da EDP e REN</description>
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		<title>Entre o Gótico e o Tejo numa viagem por Santarém</title>
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		<dc:creator><![CDATA[wp_mktvweb]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 04 Sep 2026 08:46:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Santarém recebe os associados da Delegação Tejo para um dia dedicado à história, património e paisagem, com visitas culturais, almoço e passagem pelo emblemático Jardim das Portas do Sol.</p>
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									<p>A Delegação Tejo convida associados e amigos a descobrir Santarém numa visita cultural marcada para 15 de outubro de 2026. Conhecida como a “capital do Gótico” e descrita por Almeida Garrett como um “Livro de Pedra”, a cidade guarda séculos de história, património e tradição.</p><p>O programa começa com uma visita ao Santuário do Santíssimo Milagre, seguindo-se um almoço em restaurante local. Durante a tarde, os participantes poderão conhecer o Museu Diocesano, onde se preservam importantes obras de arte religiosa, e passear pelo Jardim das Portas do Sol, com uma vista privilegiada sobre o Tejo e a Lezíria.</p><p>A participação custa 60 euros para associados e 79 euros para não associados, incluindo transporte em autocarro, almoço, guia, entradas e seguro de assistência em viagem. As inscrições e o respetivo pagamento deverão ser efetuados até 30 de setembro. Uma oportunidade para redescobrir Santarém e o seu património.</p>								</div>
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		<title>As histórias que a vida escreveu há 40 anos</title>
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		<pubDate>Wed, 02 Sep 2026 11:41:18 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Quarenta anos depois, os testemunhos dos associados da AREP revelam percursos de trabalho, amizade e ligação à EDP. Entre centrais, laboratórios, redes, balcões e escritórios, emerge uma memória coletiva feita de responsabilidade, pertença, aprendizagem e gratidão, mostrando que cada história individual também ilumina o presente comum.</p>
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									<p><strong><em>Quarenta anos depois, os testemunhos dos associados da AREP revelam percursos de trabalho, amizade e ligação à EDP. Entre centrais, laboratórios, redes, balcões e escritórios, emerge uma memória coletiva feita de responsabilidade, pertença, aprendizagem e gratidão, mostrando que cada história individual também ilumina o presente comum.</em></strong></p><p>Há questões que parecem simples, mas abrem portas a memórias vivas. “Onde estava há 40 anos e o que fazia nessa altura?” é uma delas. No caso dos associados da AREP, as respostas revelam muito mais do que locais, funções ou datas. Mostram uma geração marcada pelo serviço público, pela responsabilidade, pela cultura técnica, pela amizade e por uma forte ligação à empresa.</p><p>Passado esse tempo, o que fica não é apenas a lembrança de centrais, laboratórios, redes, balcões ou escritórios. Fica uma forma de estar: trabalho com compromisso, empresa como comunidade, colegas transformados em amigos e memória partilhada.</p><h2>Nas centrais, nos laboratórios e nas redes</h2><p>Para muitos associados, há 40 anos era tempo de estar no coração operacional do setor elétrico. As centrais, os laboratórios e as redes eram espaços de exigência, aprendizagem, risco e camaradagem. Ali se garantia a continuidade de um serviço essencial.</p><p>Henrique Pinto estava na Central do Carregado, como operador de bloco. Mas o seu dia a dia ia além da função técnica: dedicava-se também à criação e consolidação de um sindicato vertical para o setor, era autarca e cofundador de um lar da terceira idade. Guarda o entusiasmo pelo serviço público, o respeito pelos representantes locais e a consciência da importância da atividade profissional.</p><p>Guilherme Santos trabalhava na Central Termoelétrica de Sines, como preparador de trabalho na área de métodos da mecânica, depois de ter passado pelo Barreiro. Recorda Sines em pleno funcionamento, com desafios constantes e forte espírito de grupo. A central está hoje em desmantelamento, mas permanece na sua memória como polo decisivo para a região e como o maior desafio da sua vida profissional.</p><p>Carlos Alves vivia no Lavradio e trabalhava na Central do Carregado, ligado à condução de instalações. Nesse ano transferiu-se para a Central do Barreiro e, mais tarde, passou para a área administrativa. Guarda desses primeiros anos a felicidade no trabalho, o companheirismo e a amizade, reconhecendo a profunda transformação da empresa até à reforma.</p><p>João Silva vivia em Almada e tinha já um percurso ligado às centrais. Participou no arranque do grupo 5 e, mais tarde, no arranque do primeiro grupo da Central Termoelétrica de Setúbal, em 1979. Recorda a competência das equipas, a alegria partilhada e o conhecimento de vida que o trabalho por turnos lhe deu.</p><p>No Algarve, António Alves vivia no Bairro da EDP em Tunes e trabalhava como eletromecânico de turbinas a gás na Central Termoelétrica de Tunes. Lembra o convívio entre colegas e os torneios de futebol de salão. Em 1987 passou para a Rede de Transporte, onde ficou até à reforma, marcado pela evolução da rede no Algarve e Alentejo.</p><p>Também noutras funções técnicas, a memória segue outro ritmo. Adelino Fernandes estava na Aguieira, como observador de estruturas. Recorda o engenheiro Edgar Dogner, que o incentivou a prosseguir estudos e influenciou a sua forma de estar, tornando-o um profissional mais consciente e responsável.</p><p>Nas redes, o sentido de responsabilidade surge com força. Carlos Faria estava em Coimbra, como técnico da rede de alta tensão, e guarda o gosto pelo trabalho e a responsabilidade que esses anos lhe deram. José Valdemar Varandas vivia em Aveiro e trabalhava como eletricista TET/MT. Depois de sair de Vila Real, encontrou uma equipa de grande camaradagem, regressou à terra natal, prosseguiu formação em Engenharia Eletrotécnica e recorda o percurso com orgulho, pela adaptação e evolução.</p><p>Também Celestino Sacramento vivia a energia no terreno. Em Santa Maria da Feira, trabalhava em baixa tensão, novas ligações e postos de transformação. Guarda o prazer de ter participado em remodelações da rede aérea e resume o percurso com uma ideia simples: sentiu sempre prazer no trabalho.</p><p>Outras funções faziam igualmente parte do quotidiano do setor. Noel Camoesas vivia em Setúbal e trabalhava como leitor-cobrador no concelho de Palmela, na União Elétrica Portuguesa, empresa que integrou a criação da EDP. Recorda tempos de revolução, em que tudo parecia novo, e valoriza a possibilidade de construir uma vida em liberdade.</p><p>Já Carlos Caninhas, que trabalhava no despacho da LTE, em Loures, guarda uma memória dolorosa: o acidente mortal de um colega na subestação de Moscavide, episódio que reforça a dimensão humana de profissões de risco.</p><h2>Onde o trabalho ganhava rosto</h2><p>Nem só nas centrais, nos laboratórios e nas redes se construía a história da empresa. Nos balcões, escritórios, tesourarias, áreas comerciais, centros de distribuição, comunicação e serviços administrativos também se resolviam problemas, apoiavam clientes e criavam laços.</p><p>Armando Cavaleiro vivia em Lisboa e trabalhava na EQET. A memória que destaca são os preparativos para o casamento, sinal de como a vida profissional e a vida pessoal se cruzavam. Quarenta anos depois, resume a influência desses tempos numa expressão essencial: relacionamento humano.</p><p>Maria Beatriz Barros estava no Porto e tinha entrado há pouco tempo na EDP. Recorda Alves da Veiga como uma verdadeira família, onde todos se ajudavam. Refere pessoas que a marcaram, como o engenheiro Oliveira Soares, D. Maria da Graça e a telefonista Dulce Morais, sua irmã e suporte vital no emprego e na vida pessoal. Da EDP guarda colegas que se tornaram amigos para a vida.</p><p>Maria Lisete Farinha trabalhava na Tesouraria da EDP, na Rua Camilo Castelo Branco, em Lisboa. A sua memória é sensorial: ainda hoje identifica o cheiro do edifício quando recorda a entrada na empresa. As pessoas com quem se cruzou enriqueceram profundamente a sua vida.</p><p>No contacto com clientes, Ana Bela Couteiro era técnica comercial na EDP, no Marquês de Pombal. O que mais a marcou foram as vidas que passaram por si, os problemas que ouviu e ajudou a resolver, sempre com espírito de missão. Esses anos ensinaram-lhe que a vida é feita de coisas boas e menos boas, mas que está nas nossas mãos tentar melhorar.</p><p>Maria Virgínia Rodrigues vivia em Carnaxide e trabalhava como operadora de reprografia. Guarda a convivência com os colegas e reconhece que o tempo a tornou mais cautelosa, sem lhe retirar a essência. Amélia Novo trabalhava na área de Comunicação da EDP e recorda a internacionalização da empresa como momento de abertura de visão e missão.</p><p>José Marcos da Silva trabalhava na Amadora e era diretor do Centro de Distribuição Oeste, responsável pela distribuição na Amadora, Cascais, Oeiras e Sintra. Recorda esse período como a primeira vez em que se sentiu verdadeiramente responsável e com influência direta no desempenho da unidade. Tinha autonomia e capacidade de decisão, mas, ao olhar para trás, afirma que, para além da família, ficam sobretudo os amigos.</p><p>António Baptista Neves vivia em Cascais e trabalhava em Lisboa, como técnico de desenho, na Direção Operacional de Produção e Transporte. Em 1986 foi transferido para Viseu, regressando às origens. Mais tarde, foi dirigente sindical e diretor do Clube de Pessoal, Delegação de Coimbra, percurso que prolongou numa vida de voluntariado, participação autárquica e envolvimento social.</p><p>Manuel António Silva trabalhava como escriturário no Órgão Central de Cooperação Externa da EDP e era trabalhador-estudante no ISCSP, em Política Social. Vivia na Amadora, era casado e pai de uma criança de nove anos, principal razão da sua vida. Recorda-se como trabalhador rebelde e inquieto, avesso a qualquer tirania, num ambiente agradável, desafiante e solidário. Esses 40 anos consolidaram nele um cidadão inquieto, que aprendeu a sorrir à vida mesmo quando a vida não lhe sorria.</p><p>Vítor Lopes estava em Leiria e recorda a integração na EDP, vindo da FMDL. Reteve a descoberta de uma nova área geográfica, de novos colegas e conhecimentos. Mais do que aprender, valorizou partilhar o que sabia.</p><h2>Tecnologia, informática e especialização</h2><p>Há 40 anos, a empresa e o país mudavam tecnologicamente. A informática começava a ganhar lugar na gestão, nos ensaios, nas redes e na organização do trabalho. Para muitos associados, foi tempo de aprendizagem intensa, adaptação e especialização.</p><p>Augusto Machado trabalhava no Centro de Informática da EDP, na Rua Alexandre Herculano. Recorda um tempo de dedicação plena, motivado pelas transformações em curso, com muito trabalho, excelente camaradagem e valorização dos trabalhadores.</p><p>Luís Bernardo vivia em Alverca, trabalhava no Laboratório de Sacavém, no Grupo de Estudos de Eletrónica Aplicada, como técnico de telecomunicações, e estudava no Instituto Superior Técnico. Estava motivado pelos projetos em que participava e foi nessa altura que foi abordado para se tornar associado da AREP. Quarenta anos depois, reconhece uma influência enorme, como homem e profissional: encontrou pessoas inspiradoras, consolidou uma cultura de rigor e sentido ético e aprendeu que era possível alcançar resultados respeitando valores.</p><p>José Allen Lima trabalhava, em 1986, no Transporte de Eletricidade, em Sacavém. Era especialista em regimes transitórios eletromagnéticos em redes de alta e muito alta tensão, fiabilidade e ensaios de equipamentos da Rede de Transporte. Tinha concluído um período de docência no Instituto Superior Técnico e dava os primeiros passos na gestão, coordenando uma equipa de especialistas. Recorda os ensaios de entrada em serviço da nova rede de 400 kV e a amizade com Augusto Vaz, que seguia o lema “quem mede, sabe”. Mais tarde, assumiu a direção da Rede de Transporte, levando consigo rigor técnico e económico, colaboração e respeito pelos outros.</p><p>Gaspar Martins dos Santos vivia em Lisboa e era engenheiro eletrotécnico na EDP, Direção Sul. A memória mais marcante foi trabalhar com os engenheiros Pedro de Jesus e Júlio de Barros. Quando pensa na influência desses anos, destaca a introdução da informática na gestão da EDP.</p><p>Ana Cristina Duarte cresceu a ouvir falar da “Companhia”, por ser neta de um trabalhador da Central Tejo e filha de um trabalhador das ex-CRGE. Em 1986 trabalhava em Lisboa, na Rua Camilo Castelo Branco, na contratação de grandes clientes. Recorda os anos 80 como desafiantes, pelo aparecimento de novas tecnologias, e valoriza a partilha entre colegas, o companheirismo, as amizades que perduram, o sentimento de pertença e o orgulho em “ser EDP”.</p><h2>Juventude, estudo, família e sonhos em construção</h2><p>Alguns testemunhos mostram a vida para além da carreira: a escola, a família, os filhos, os casamentos, os estudos à noite, os sonhos pessoais e os caminhos ainda a começar.</p><p>Nuno Miguel Quintela estava no 6.º ano de escolaridade, em Odivelas, e recorda o contexto político exuberante da época. Mais tarde entrou para a LTE, com orgulho por integrar uma empresa de referência nacional, e hoje transmite esse carisma aos novos colaboradores nas sessões de formação internas.</p><p>Lucília Fonseca vivia no Barreiro, era casada há três anos e trabalhava na EDP há sete. A memória mais marcante é pessoal: foi o ano em que engravidou. Ter sido mãe em 1987 influenciou toda a sua vida, tal como os 40 anos de trabalho na EDP, feitos de bons e menos bons momentos, mas impossíveis de esquecer.</p><p>Paulo Gomes tinha 20 anos em 1986. Ainda hoje no ativo, recorda uma forma de trabalhar mais manual, próxima, hierarquizada e circunscrita. Trabalhava de dia, estudava à noite na Escola Infante D. Henrique, no Porto, deslocava-se de comboio, jogava futebol e namorava. Quarenta anos depois, sente-se menos ansioso e mais compreensivo consigo próprio e com o mundo, consciente da necessidade de relativizar.</p><p>Angelino Pereira residia em Guimarães, trabalhava e estudava na Cidade Berço. Guarda boas recordações do êxito escolar e profissional, da publicação em jornais e revistas e do início de uma carreira literária que hoje conta com 18 livros e participação em mais de quatro dezenas de coletâneas. Para si, leitura e escrita são caminhos de crescimento.</p><p>Filipa Queiroz ainda não tinha nascido há 40 anos, mas quis associar-se à iniciativa. O seu testemunho cria uma ponte entre gerações. Recorda os primeiros passos na EDP, em 2012, e a impressão causada pelo engenheiro Pita de Abreu. Mais tarde regressou para construir a comunicação na Sãvida e apoiar o antigo Gabinete do Utente. Ao ficar responsável pelos contactos com a AREP, procurou aprender com a sabedoria acumulada de quem tinha observado muitos anos antes.</p><p>Ao longo destes testemunhos, há uma palavra que regressa com frequência: colegas. Ou, talvez melhor, amigos. Quarenta anos depois, a memória profissional surge também como uma memória humana, feita de equipas, chefias inspiradoras, relações de confiança e laços que resistiram ao tempo.</p><h2>Percursos que também fizeram comunidade</h2><p>Entre as respostas ao inquérito, surgem ainda testemunhos que acrescentam novas camadas a esta memória coletiva. José Maria Correia recorda Coimbra, a Direção de Distribuição Centro e uma carreira construída passo a passo, desde a entrada na indústria elétrica, ainda muito jovem, até à área da contabilidade e finanças. Mais do que cargos, ficaram-lhe as oportunidades de crescimento e os amigos conquistados em contactos e reuniões de trabalho.</p><p>Também Graciano Figueiredo Teixeira associa esses anos ao serviço de piquete de avarias, em Viseu, destacando a melhoria da qualidade e da segurança no trabalho, bem como o sentido de responsabilidade que levou consigo. Alda Rodrigues lembra Lisboa, os estudos em horário pós-laboral e o trabalho na EDP Distribuição, mas sobretudo o apoio de colegas e hierarquias que foram determinantes para o seu desenvolvimento pessoal e profissional.</p><p>Hoje, enquanto voluntária ativa da AREP, reconhece que essa experiência lhe reforçou a atenção às pessoas, às suas histórias e à importância de dar tempo ao próximo. Maria dos Anjos Rosa, em Setúbal, conciliava trabalho, estudo e vida familiar, num período marcado por desafios exigentes, mas também por equipa, entreajuda e reconhecimento.</p><p>Já Manuel Martins evoca uma fase de reorganização da empresa, projetos estruturantes como Sines e o Pego, a criação do Grupo EDP e, mais tarde, a liderança da AREP, sempre com a convicção de que as relações humanas, a capacidade de ouvir, a tolerância e a firmeza na ação são aprendizagens que permanecem.</p><p>No conjunto, estes testemunhos mostram que a história de há 40 anos também se fez de progressão, serviço, solidariedade e compromisso cívico.</p><h2>O que 40 anos fizeram de cada um</h2><p>A pergunta final “De que forma esses 40 anos influenciaram a pessoa que é hoje?” talvez seja a mais profunda. As respostas mostram que o tempo transformou, consolidou, amadureceu e ensinou.</p><p>Carlos Faria fala do sentido de responsabilidade. Adelino Fernandes refere uma nova forma de estar como profissional. Carlos Caninhas destaca a preocupação constante em ser uma mais-valia para a EDP.</p><p>Amélia Novo fala de maior abertura de visão e missão. Gaspar Martins dos Santos associa esse período à introdução da informática na gestão. José Allen Lima levou a especialização técnica para a gestão, sempre com rigor, colaboração e respeito.</p><p>Há quem sublinhe a aprendizagem humana. Ana Bela Couteiro aprendeu que a vida tem coisas boas e menos boas, mas que podemos tentar melhorar. Maria Lisete Farinha sente que as pessoas com quem se cruzou enriqueceram a sua vida. Maria Virginia Rodrigues tornou-se mais cautelosa, mas manteve a sua identidade. Manuel António Silva aprendeu a relativizar problemas e a sorrir à vida. Paulo Gomes tornou-se menos ansioso e mais compreensivo.</p><p>Há também quem veja estes 40 anos como um percurso de liberdade e adaptação. Noel Camoesas valoriza ter construído uma vida livre. José Varandas orgulha-se de ter evoluído e de se ter adaptado às mudanças. António Alves ficou marcado pela evolução da rede no Algarve e no Alentejo. António Baptista Neves transformou a experiência profissional em participação sindical, associativa, autárquica e social.</p><h2>Uma memória coletiva que continua viva</h2><p>O que estavam os associados da AREP a fazer há 40 anos? Estavam em centrais, laboratórios, redes, balcões e escritórios. Estavam a estudar depois do trabalho, a formar família, a preparar casamentos, a deslocar-se de comboio, a jogar futebol, a escrever, a aprender e a ensinar. Estavam a viver mudanças tecnológicas, políticas, profissionais e pessoais. Construíam uma empresa e, sem talvez o saberem, uma memória comum.</p><p>Quarenta anos depois, essa memória não é apenas nostalgia. É património. Prova que as organizações são feitas por pessoas e que o trabalho, quando vivido com sentido, deixa marcas além da carreira.</p><p>A AREP tem precisamente esse valor: reunir histórias, preservar laços e dar continuidade a uma comunidade que não terminou com a reforma nem com a passagem do tempo. Estes testemunhos mostram que a ligação entre colegas não desaparece quando se deixa o local de trabalho. Pelo contrário, torna-se muitas vezes mais clara: ficam encontros, lembranças, nomes, lugares, aprendizagens e gratidão.</p><p>Há 40 anos, cada associado estava num ponto diferente do mapa e da vida. Uns estavam em Lisboa, Porto, Coimbra, Aveiro, Leiria, Guimarães, Setúbal, Cantanhede, Sines, Tunes, Viseu ou Almada. Outros estavam ainda na escola ou por nascer. Uns trabalhavam em centrais, laboratórios e redes; outros em balcões, escritórios, áreas de comunicação, administração, desenho, informática, contratação, transporte ou distribuição. Mas todos ajudam a contar a história de uma geração que viveu o trabalho com compromisso e olha para trás com lucidez, saudade e orgulho.</p><p>No fundo, estes testemunhos dizem-nos que 40 anos não são apenas tempo passado. São tempo vivido, experiência acumulada, relações que resistem e aprendizagens que iluminam o presente. São a confirmação de que a memória de cada um, quando partilhada, passa a pertencer a todos.</p>								</div>
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		<title>A nova vida de bairro está a crescer</title>
		<link>https://arep.pt/a-nova-vida-de-bairro-esta-a-crescer/</link>
		
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		<pubDate>Tue, 01 Sep 2026 15:20:23 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Num mundo onde tudo acontece à distância de um clique, há algo que começa a ganhar força: o regresso ao que está mesmo à porta. O bairro, antes esquecido, volta a ser lugar de encontro, partilha e pertença.</p>
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									<p>Durante anos, falou-se do desaparecimento da vida de bairro. As rotinas tornaram-se mais rápidas, as cidades cresceram em dimensão e em ritmo, e o contacto entre vizinhos foi-se esbatendo. As portas fecharam-se, os cumprimentos tornaram-se mais raros e o tempo parecia nunca chegar para pequenas conversas. Ainda assim, um pouco por todo o mundo, começa a desenhar-se uma tendência diferente, marcada pela redescoberta do que está perto.</p><p>Hoje, mais do que nunca, as pessoas procuram proximidade. Não apenas a proximidade física, mas também a emocional. Segundo um estudo da Ipsos, 68% das pessoas a nível global afirmam valorizar mais a comunidade local do que há cinco anos. Este dado revela uma mudança silenciosa, mas significativa, que traduz a necessidade de pertença num mundo cada vez mais digital, onde as relações se tornaram, muitas vezes, rápidas e superficiais.</p><p>Também em Portugal esta realidade ganha expressão. De acordo com dados do INE, mais de 60% dos portugueses dizem conhecer os seus vizinhos pelo nome. Pode parecer um detalhe simples, mas diz muito sobre a importância das ligações humanas no quotidiano. Pequenos gestos como um cumprimento, uma conversa breve à porta ou a disponibilidade para ajudar voltam a fazer parte da rotina de muitas pessoas.</p><p>Ao mesmo tempo, surgem novas formas de viver o bairro. Os mercados locais voltam a atrair quem procura produtos frescos e um atendimento mais próximo. O comércio de proximidade ganha nova vida e as iniciativas comunitárias, organizadas por associações ou grupos informais, criam oportunidades de encontro e partilha. Um relatório europeu indica que o comércio local representa cerca de 70% das compras diárias em Portugal, o que demonstra que esta valorização também se reflete nas escolhas de consumo.</p><p>Mais do que uma tendência passageira, este regresso à vida de bairro é um reflexo das necessidades atuais. Depois de anos marcados pelo distanciamento, cresce a vontade de recuperar relações simples, mas genuínas. O café da esquina, o passeio a pé pelas ruas conhecidas, a troca de palavras com quem se cruza diariamente ganham um novo significado.</p><p>Talvez não se trate de voltar ao passado, mas de redescobrir o que sempre esteve ali. Entre ruas conhecidas e rostos familiares, o bairro volta a ser um lugar onde as pessoas se reconhecem e se sentem parte de algo maior.</p>								</div>
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		<title>Na Rota de “O Crime do Padre Amaro”</title>
		<link>https://arep.pt/na-rota-de-o-crime-do-padre-amaro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[wp_mktvweb]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Aug 2026 16:17:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Delegação Sul percorreu alguns dos locais mais emblemáticos de Leiria, numa viagem inspirada em Eça de Queirós e marcada pela cultura, pelo património e pelo convívio.</p>
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		<p>O conteúdo <a href="https://arep.pt/na-rota-de-o-crime-do-padre-amaro/">Na Rota de “O Crime do Padre Amaro”</a> aparece primeiro em <a href="https://arep.pt">AREP</a>.</p>
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		<title>Quatro décadas de laços celebradas num dia memorável</title>
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		<pubDate>Wed, 29 Jul 2026 09:25:30 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A AREP celebrou 40 anos na Quinta do Frade, reunindo associados de todo o País num dia de reencontros, partilha, solidariedade e homenagem a uma história construída entre gerações unidas.</p>
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Entre cumprimentos, abraços e conversas retomadas, ficou evidente que esta comemoração era muito mais do que uma data no calendário: era a celebração de uma história coletiva construída ao longo de gerações.</p><p>Ao longo de 40 anos, a AREP tem desempenhado um papel importante na criação de laços entre trabalhadores, reformados e famílias ligadas ao universo da EDP e da REN. Mais do que uma associação, tem sido um espaço de encontro, apoio e participação, promovendo iniciativas que valorizam o convívio, o bem-estar e a solidariedade. O almoço comemorativo refletiu precisamente esse percurso, reunindo associados que partilham memórias profissionais, histórias pessoais e uma ligação comum à Associação.</p><p>A escolha da Quinta do Frade contribuiu para o tom acolhedor da celebração. O cenário proporcionou o enquadramento ideal para um dia pensado sem pressas, em que o essencial foi estar junto. O vídeo do encontro mostra momentos de chegada, conversas no exterior, mesas preparadas para a ocasião, imagens de grupo, intervenções institucionais e muitos instantes de convívio, com a identidade dos 40 anos da AREP presente.</p><p>Durante o almoço, o ambiente foi de verdadeira celebração. À volta das mesas, os participantes puderam reencontrar antigos companheiros de trabalho, rever amigos, recordar episódios de outros tempos e criar memórias. A alegria sentida no espaço confirmou a importância destes encontros, que permitem manter vivas relações construídas ao longo de muitos anos e reforçar o sentimento de pertença a uma comunidade que continua ativa e próxima.</p><p>A dimensão nacional do encontro deu ainda mais significado à iniciativa. A presença de associados ligados a diferentes delegações mostrou a força de uma rede que, apesar das distâncias, permanece unida por valores comuns. Em cada conversa, em cada fotografia e em cada brinde, sentiu-se o orgulho de pertencer a uma associação que continua a promover proximidade e a criar oportunidades para que todos se sintam parte da mesma história.</p><p>As intervenções realizadas durante a iniciativa recordaram o percurso da AREP e sublinharam o valor de uma associação que nasceu para servir as pessoas e que, quatro décadas depois, mantém vivo esse compromisso. Foram evocadas a dedicação de todos os que contribuíram para a sua construção, a importância do trabalho desenvolvido pelas delegações e a capacidade da AREP para continuar a responder às necessidades e expectativas dos seus associados.</p><p>A comemoração teve também um forte valor simbólico. O bolo de aniversário e o brinde com espumante assinalaram os 40 anos de uma instituição feita de pessoas, de presença e de solidariedade. Cada gesto, cada palavra e cada reencontro ajudaram a reforçar a ideia de que a história da AREP não se mede apenas em anos, mas sobretudo nas relações que foi criando e no impacto que teve na vida dos seus associados.</p><p>A animação e os momentos de descontração deram continuidade ao espírito de festa. Depois do almoço, a música convidou muitos participantes a dançar e a prolongar o convívio, criando imagens que traduzem bem a energia do dia. Foi também nesses momentos mais espontâneos que se percebeu como a AREP continua a aproximar pessoas e a transformar encontros em memórias felizes.</p><p>O lançamento do livro comemorativo acrescenta a esta celebração uma dimensão de memória e continuidade. Ao reunir testemunhos, marcos e momentos relevantes da história da AREP, esta publicação permite olhar para trás com reconhecimento e para o futuro com confiança. É uma forma de preservar o percurso feito, valorizar quem dele fez parte e deixar registado um património coletivo que pertence a todos os associados.</p><p>O encontro de 7 de junho mostrou que a AREP continua a ser uma comunidade viva, assente na amizade, na solidariedade e na vontade de estar perto. Num tempo em que os momentos de encontro ganham ainda mais significado, este almoço comemorativo permitiu celebrar o passado, viver o presente e projetar o futuro da Associação com o mesmo espírito que esteve na sua origem.</p><p>Quarenta anos depois, a AREP reafirma-se como uma presença essencial na vida dos seus associados. A celebração na Quinta do Frade foi mais do que uma festa de aniversário: foi uma homenagem à história comum, aos laços que resistem ao tempo e à força de uma Associação que continua a construir, todos os dias, uma rede de apoio, proximidade e amizade.</p></div></div></div></div></div></div>								</div>
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		<title>Energia, liderança e sentido de missão</title>
		<link>https://arep.pt/energia-lideranca-e-sentido-de-missao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[wp_mktvweb]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Jul 2026 16:45:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Manuel Martins recorda quatro décadas ligadas à EDP, marcadas por projetos decisivos, liderança e serviço público, destacando que o verdadeiro legado profissional permanece nas pessoas, relações humanas e compromisso partilhado.</p>
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Quando olho para trás, não recordo apenas os cargos que ocupei ou os projetos em que participei. Recordo, sobretudo, as pessoas com quem trabalhei, os momentos partilhados e os valores que fui consolidando ao longo da vida.</p><p data-start="379" data-end="1072">Há 40 anos, vivia em Lisboa, cidade que se tornou a minha terra adotiva desde o início da atividade profissional. A EDP atravessava então uma fase exigente e decisiva. Reorganizava estruturas, definia respostas e preparava-se para acompanhar a evolução de um setor energético em transformação. Foi nesse contexto que, em 1985, integrei a Direção Operacional de Equipamento Térmico. Recordo esse período como uma etapa de grande dinamismo. Havia a consciência de que estávamos a participar em algo importante para o futuro energético do país. Trabalhei com profissionais qualificados, muitos dos quais se tornaram amigos e continuaram presentes na minha vida para além do contexto profissional.</p><p data-start="1074" data-end="1525">Ao longo dos anos, vivi experiências que nunca imaginei quando iniciei a carreira. Uma das mais marcantes aconteceu em 1985, quando fui surpreendido com a nomeação para Diretor da Direção de Equipamento Térmico pelo então Presidente da EDP, Engenheiro Raul Bessa. Essa responsabilidade permitiu-me acompanhar projetos de relevância nacional, como a fase final da construção da Central Termoelétrica de Sines e o lançamento da Central a Carvão do Pego.</p><p data-start="1527" data-end="1968">Foram anos intensos e enriquecedores. Cada decisão tinha impacto, cada desafio obrigava a encontrar soluções e cada projeto reforçava a noção do serviço público que prestávamos. Guardo também com significado a participação no Terminal de Carvão de Sines, onde estive envolvido nas negociações e, mais tarde, na administração da Portsines. Hoje reconheço a importância dessa infraestrutura para garantir o abastecimento das centrais térmicas.</p><p data-start="1970" data-end="2492">A minha carreira cruzou-se ainda com momentos decisivos da história da EDP, incluindo a criação do Grupo EDP, liderada por Silva Correia. Como acontece nas grandes transformações, o processo gerou dúvidas, mas acabou por se afirmar como uma das mudanças relevantes da empresa. Mais tarde, no final da década de noventa, fui eleito para a administração do Grupo EDP, experiência que me permitiu conhecer diferentes áreas da organização e compreender a complexidade de gerir uma empresa tão presente na vida dos portugueses.</p><p data-start="2494" data-end="3097">Apesar destas responsabilidades, nunca acreditei que o valor de uma carreira se medisse apenas pelos cargos ocupados. As funções passam e os projetos terminam, mas permanecem as pessoas e o impacto que conseguimos ter na vida dos outros. Por isso, guardo carinho especial pelos 13 anos em que tive a honra de liderar a AREP. Foi um tempo de continuidade, proximidade e serviço, que me permitiu manter viva a ligação a uma comunidade que sempre considerei minha. Com muitos voluntários, trabalhámos para consolidar a Associação e reforçar o seu papel junto dos reformados e trabalhadores da EDP e da REN.</p><p data-start="3099" data-end="3660" data-is-last-node="" data-is-only-node="">Ao longo deste percurso, aprendi uma lição essencial. Ainda jovem economista, percebi que títulos, cargos e distinções têm valor relativo. O que faz a diferença é compreender as pessoas, ouvir perspetivas, respeitar opiniões e liderar com humanidade. Hoje, sinto gratidão pelas oportunidades, pelos desafios e pelas pessoas que encontrei. A vida constrói-se através das relações humanas. E são essas relações, mais do que qualquer projeto ou cargo, que continuam a dar sentido a uma história feita de compromisso, responsabilidade e serviço aos outros e à vida.</p></div></div></div></div><div class="z-0 flex min-h-[46px] justify-start"><em>Manuel Martins</em></div></div><div class="[--thread-content-max-width:40rem] @w-lg/main:[--thread-content-max-width:48rem] mx-auto max-w-(--thread-content-max-width) flex-1" data-conversation-screenshot-content=""><div> </div></div></div>								</div>
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		<title>As amizades que o trabalho deixou</title>
		<link>https://arep.pt/as-amizades-que-o-trabalho-deixou/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[wp_mktvweb]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Jul 2026 16:37:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>José Rosendo de Lemos recorda quatro décadas de trabalho na EDP, onde desafios, espírito de equipa e celebrações deixaram um legado: amizades, memórias e relações humanas que resistem ao tempo.</p>
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									<p class="PDq2pG_selectionAnchorContainer" data-start="64" data-end="453">Quando penso no meu percurso profissional, não são os cargos que ocuparam o primeiro lugar na memória. Também não são os relatórios, os projetos ou as responsabilidades que tive ao longo dos anos. O que verdadeiramente guardo são as pessoas. Os colegas que se tornaram amigos, os momentos partilhados e as experiências que continuam presentes muito depois de terminada a vida profissional.</p><p data-start="455" data-end="792">Há cerca de 40 anos, encontrava-me em Viseu, onde desempenhava funções como responsável pelo Departamento de Trabalho do Centro de Distribuição. A EDP vivia uma fase de crescimento e transformação, marcada por novos desafios e por uma forte vontade de construir uma empresa cada vez mais preparada para responder às necessidades do país.</p><p data-start="794" data-end="1034">Para mim, esses anos foram muito mais do que uma etapa profissional. Representaram um período de aprendizagem, de crescimento e, sobretudo, de construção de relações humanas que ainda hoje considero um dos maiores patrimónios da minha vida.</p><p data-start="1036" data-end="1340">Durante quatro anos, Viseu foi a minha casa profissional. Todos os dias traziam novos desafios, problemas para resolver e objetivos para cumprir. Mas também traziam algo igualmente importante: a oportunidade de trabalhar lado a lado com pessoas dedicadas, competentes e sempre disponíveis para colaborar.</p><p data-start="1342" data-end="1611">Era uma época em que o espírito de equipa tinha um significado muito especial. Havia um verdadeiro sentimento de pertença. Sabíamos que o sucesso de cada um dependia também do contributo dos outros e isso criava laços que iam muito além da simples relação profissional.</p><p data-start="1613" data-end="1843">Uma das recordações mais marcantes desse período está ligada às comemorações do 10.º aniversário da EDP. Tive a oportunidade de integrar a comissão organizadora dos festejos, uma responsabilidade que aceitei com enorme entusiasmo.</p><p data-start="1845" data-end="2087">Preparar aquelas celebrações permitiu-me conhecer ainda melhor a dimensão humana da empresa. Mais do que assinalar uma data importante, tratava-se de homenagear todas as pessoas que, ao longo dos anos, tinham contribuído para construir a EDP.</p><p data-start="2089" data-end="2433">Recordo particularmente a homenagem aos trabalhadores que completavam 25 anos de serviço. Foi um momento carregado de significado. Ao olhar para aqueles rostos, percebia-se que cada um transportava uma história feita de dedicação, esforço e compromisso. Participar na organização dessa homenagem foi uma experiência que me marcou profundamente.</p><p data-start="2435" data-end="2705">Foi também nessa altura que compreendi, de forma ainda mais clara, uma ideia que me acompanhou ao longo de toda a carreira: uma empresa não é feita apenas de edifícios, equipamentos ou tecnologia. É feita de pessoas. São elas que lhe dão identidade, alma e continuidade.</p><p data-start="2707" data-end="2923">Ao longo dos anos, assisti a inúmeras mudanças. Vi a evolução das tecnologias, a transformação dos métodos de trabalho e a modernização dos processos. A empresa adaptou-se aos novos tempos e cresceu de forma notável.</p><p data-start="2925" data-end="2998">No entanto, houve algo que nunca perdeu importância: as relações humanas.</p><p data-start="3000" data-end="3234">Quando hoje reflito sobre aquilo que estes 40 anos me ensinaram, percebo que o maior legado não está nas funções que desempenhei nem nas responsabilidades que assumi. Está nas amizades que construí e que resistiram ao passar do tempo.</p><p data-start="3236" data-end="3595" data-is-last-node="" data-is-only-node="">Muitos dos colegas com quem trabalhei em Viseu continuam presentes na minha vida. Algumas dessas amizades mantêm-se há décadas e representam uma das maiores riquezas que a minha carreira me proporcionou. São pessoas com quem partilhei desafios, alegrias, preocupações e conquistas. Pessoas que ajudaram a moldar a minha forma de estar e de olhar para o mundo.</p><p data-start="3236" data-end="3595" data-is-last-node="" data-is-only-node=""><em>José Rosendo de Lemos</em></p>								</div>
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		<title>A força de recomeçar numa cidade nova</title>
		<link>https://arep.pt/a-forca-de-recomecar-numa-cidade-nova/</link>
		
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		<pubDate>Tue, 28 Jul 2026 16:11:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Humberto Amaral revela como quinze anos de voluntariado na AREP transformaram a sua vida, reforçando a importância de escutar, acompanhar e cuidar para construir comunidades mais solidárias e humanas sempre.</p>
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									<p>Há fases que nos obrigam a recomeçar em várias frentes ao mesmo tempo. Uma nova cidade, um novo trabalho, novas responsabilidades e a necessidade de encontrar equilíbrio entre a vida familiar e profissional. Quando olho para trás, percebo que foi um desses momentos que mais me marcou.</p><p>Há cerca de 40 anos, vivia em Setúbal e era mãe de uma criança pequena. Como tantas mulheres da minha geração, procurava conciliar as exigências da maternidade com a vontade de construir um percurso profissional estável. Não era simples. Os dias eram feitos de horários apertados, responsabilidades familiares e preocupação com o futuro.</p><p>Foi nesse contexto que surgiu a oportunidade de integrar a então DODS, através de um contrato a termo. O desafio era muito concreto: criar um arquivo técnico no Departamento Comercial. À primeira vista, poderia parecer apenas uma função administrativa. Para mim, porém, significava muito mais. Era uma porta que se abria e uma oportunidade para provar que era capaz.</p><p>Entrava numa área que desconhecia. Mais do que executar tarefas, era necessário organizar processos, compreender documentos, criar método e construir uma forma de trabalho útil para a equipa.</p><p>Mas o desafio não era apenas profissional. Encontrava-me numa cidade que conhecia pouco e longe da rede de apoio com que antes podia contar. Não tinha familiares ou amigos por perto que me ajudassem nas dificuldades do dia a dia. Havia momentos em que sentia o peso da responsabilidade e a consciência de que dependia de mim.</p><p>Ao mesmo tempo, continuava a desempenhar o papel mais importante da minha vida: ser mãe. Cuidar de uma criança pequena exige presença, energia e resposta constante. Conciliar essa missão com um novo emprego obrigou-me a uma organização rigorosa e a uma determinação que, na altura, talvez nem soubesse que tinha. Hoje, quando recordo esse período, pergunto-me como consegui gerir tudo. Na altura, não existia muito tempo para pensar. Era preciso avançar, resolver cada problema à medida que surgia e tentar dar o melhor em todas as frentes. Talvez tenha sido essa necessidade de continuar que me permitiu descobrir capacidades que desconhecia.</p><p>Com o passar do tempo, aquilo que parecia um enorme desafio começou a transformar-se numa oportunidade de crescimento. Cada dificuldade ultrapassada aumentava a confiança. Cada problema resolvido mostrava-me que era capaz de enfrentar situações mais exigentes. Aos poucos, a insegurança deu lugar à autonomia.</p><p>Mais do que um percurso profissional, foi uma verdadeira aprendizagem de vida. Desenvolvi capacidade de adaptação, aprendi a confiar mais em mim própria e compreendi o valor da perseverança. Percebi que muitas vezes somos mais fortes do que pensamos e que os momentos difíceis podem revelar qualidades inesperadas.</p><p>Ao longo das décadas seguintes, levei comigo essas aprendizagens. A confiança para aceitar novos desafios, a serenidade para enfrentar momentos de pressão e a capacidade de procurar soluções nasceram dessa fase. O maior ganho não foi apenas profissional. Foi humano. Ganhei maturidade, resiliência e uma forma mais confiante de olhar para a vida.</p><p>A minha história não é feita de grandes acontecimentos ou cargos de destaque. É feita de pequenas conquistas diárias, de desafios superados e da determinação de seguir em frente quando o caminho parecia difícil.</p><p>Quarenta anos depois, continuo a acreditar que os momentos que mais nos transformam são aqueles que nos retiram da zona de conforto. E sei, por experiência própria, que coragem não significa ausência de medo. Significa continuar a avançar, apesar dele.</p><p><em>Elisa Ferro</em></p>								</div>
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		<title>Ajudar o outro é transformar a própria vida</title>
		<link>https://arep.pt/ajudar-o-outro-e-transformar-a-propria-vida/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[wp_mktvweb]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Jul 2026 13:42:39 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Humberto Amaral revela como quinze anos de voluntariado na AREP transformaram a sua vida, reforçando a importância de escutar, acompanhar e cuidar para construir comunidades mais solidárias e humanas sempre.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://arep.pt/ajudar-o-outro-e-transformar-a-propria-vida/">Ajudar o outro é transformar a própria vida</a> aparece primeiro em <a href="https://arep.pt">AREP</a>.</p>
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									<p>Há quinze anos, Humberto Amaral dedica parte do seu tempo ao voluntariado na AREP. Nesta conversa, partilha as motivações, desafios e aprendizagens de um percurso marcado pela escuta, responsabilidade e proximidade. O seu testemunho mostra como ajudar quem mais precisa também transforma quem ajuda, fortalecendo laços, combatendo a solidão e construindo uma sociedade mais humana, atenta, solidária e presente.</p><p><strong>O que o motivou a dar o primeiro passo para se tornar voluntário?</strong></p><p>Não houve uma motivação planeada. Ao olhar para trás, surgem-me imagens da pobreza absoluta da aldeia onde cresci, marcada pelos efeitos da guerra. Talvez a semente da ajuda ao próximo tenha nascido aí, ainda que tenha ficado adormecida durante muitos anos. Nunca fiz planos para ser voluntário. Tive uma vida inteira de trabalho, iniciada aos 11 anos e terminada aos 70, num percurso exigente que quase me levou ao esgotamento. Foi quando começava a descobrir um ócio ativo, já livre das responsabilidades profissionais, que fui desafiado a integrar a AREP. Desde então, sou voluntário há 15 anos.</p><p><strong>Pode partilhar uma experiência marcante enquanto voluntário na AREP?</strong></p><p>Guardo muitas memórias, quase sempre ligadas ao agradecimento sincero dos associados. É gratificante perceber que a nossa ajuda pode fazer diferença no combate à solidão, no acesso à saúde, na quebra do isolamento e no apoio domiciliário ou em residências seniores. Recordo, em especial, o telefonema de uma associada que agradecia, emocionada, uma ajuda que lhe permitiria, pela primeira vez num Natal, ter acesso a um bem essencial. Foi uma corrente invisível de felicidade mútua, sentida por toda a equipa, que nunca esquecerei.</p><p><strong>Que impacto teve o voluntariado na sua vida pessoal?</strong></p><p>Quando aceitei o desafio, pensei apenas em dar o meu melhor, sem grandes expectativas. Rapidamente percebi que o voluntariado é exigente e implica responsabilidade, dedicação e compromisso. Quem não o encara assim dificilmente compreende a sua verdadeira dimensão. Tive de ajustar a minha disponibilidade e reorganizar prioridades, também familiares. Com o tempo, ganhei uma riqueza inestimável, feita de partilhas e experiências que me acompanharão pela vida.</p><p><strong>Como organiza o tempo entre compromissos pessoais e voluntariado?</strong></p><p>Continuo a gerir o tempo com processos herdados da vida profissional, começando pela pontualidade. Calendarizo as atividades pessoais, incluindo a promessa feita à minha mulher de que, reformado, assumiria a cozinha, e, tanto quanto possível, também as obrigações como voluntário, ao dia e à hora. A organização é fundamental para conciliar compromissos. Não me lembro de ter falhado ao que prometi por incúria.</p><p><strong>Que conselhos daria a quem pensa começar a fazer voluntariado?</strong></p><p>Tudo depende das circunstâncias pessoais e do tipo de voluntariado. Ainda assim, considero essencial o sentido de missão, a disponibilidade de tempo, a responsabilidade e o compromisso. No trabalho com pessoas idosas, é indispensável uma profunda capacidade empática, feita de compreensão, escuta, paciência e respeito pelo ritmo de cada pessoa. O voluntário deve colocar-se no lugar de quem apoia, para compreender fragilidades, carências e necessidades. Ser voluntário exige competências e qualidades próximas das de um profissional, mas com uma dimensão humana própria: estar presente, ouvir, acompanhar e ajudar com cuidado genuíno.</p><p><strong>Como vê o papel do voluntário numa sociedade mais solidária?</strong></p><p>A intervenção voluntária sempre teve resultados significativos e assume hoje uma importância ainda maior. O voluntariado pode ajudar a reduzir desigualdades, fomentar a coesão social e contribuir para um tempo mais solidário. Mantém-se a esperança de que a humanidade seja capaz de alcançar uma sociedade mais justa, mais livre e mais atenta aos que mais precisam.</p>								</div>
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		<title>Pequenos passos para grandes ganhos em saúde</title>
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		<pubDate>Tue, 28 Jul 2026 13:17:44 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A atividade física regular ajuda a controlar diabetes e hipertensão, protege o coração, melhora a autonomia e a saúde mental. Caminhar, nadar ou pedalar são pequenos passos para viver melhor.</p>
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									<p class="PDq2pG_selectionAnchorContainer" data-start="49" data-end="347"><strong data-start="49" data-end="347">A atividade física regular ajuda a controlar a Diabetes Mellitus e a Hipertensão Arterial, reduzindo o risco cardiovascular e promovendo autonomia. Caminhar, nadar, pedalar ou fazer exercícios adaptados são escolhas simples que melhoram o corpo, a mente e a qualidade de vida em qualquer idade.</strong></p><p data-start="349" data-end="747">Mexer o corpo é, muitas vezes, um dos medicamentos mais simples e eficazes para envelhecer com saúde. Com o avançar da idade, doenças como a Diabetes Mellitus e a Hipertensão Arterial tornam-se mais frequentes e podem comprometer a autonomia, a confiança e a qualidade de vida. No entanto, a prática regular de atividade física ajuda a controlar estas patologias e a reduzir o risco cardiovascular.</p><p data-start="749" data-end="1237">Na Diabetes Mellitus, sobretudo na diabetes tipo 2, o exercício tem um papel essencial. Ao movimentar-se, o organismo utiliza melhor a insulina e consegue regular de forma mais eficiente os níveis de açúcar no sangue. Este benefício junta-se a outros igualmente importantes: controlo do peso, manutenção da força muscular, melhoria da resistência e prevenção da fragilidade. Para muitas pessoas idosas, estes ganhos significam continuar a realizar tarefas diárias com maior independência.</p><p data-start="1239" data-end="1586">A atividade física também tem impacto positivo na saúde mental. Caminhar, nadar, pedalar ou realizar exercícios adaptados contribui para reduzir o stress, a ansiedade e a sensação de isolamento. O movimento cria rotina, melhora o humor e reforça a autoestima, especialmente quando é feito de forma regular e ajustada às capacidades de cada pessoa.</p><p data-start="1588" data-end="2078">No caso da Hipertensão Arterial, a atividade física é uma aliada de grande valor. A pressão arterial tende a aumentar com o envelhecimento, em parte devido à maior rigidez das artérias. O exercício cardiovascular, como a caminhada em ritmo moderado, favorece a circulação, ajuda a baixar a pressão arterial em repouso e protege os vasos sanguíneos. Estes efeitos são importantes na prevenção de complicações graves, como o acidente vascular cerebral, insuficiência cardíaca ou doença renal.</p><p data-start="2080" data-end="2479">A recomendação geral aponta para 30 a 60 minutos de atividade física na maioria dos dias da semana. Ainda assim, o mais importante é começar de forma segura e progressiva. Pequenas caminhadas, utilização pontual de equipamentos públicos, aulas de mobilidade ou exercícios leves de reforço muscular podem fazer a diferença, desde que respeitem limitações individuais e eventuais orientações clínicas.</p><p data-start="2481" data-end="2951">O exercício não substitui a medicação nem uma alimentação equilibrada, mas complementa o tratamento e potencia os seus resultados. Cada pessoa deve encontrar uma atividade que consiga manter ao longo do tempo, porque a regularidade vale mais do que o esforço ocasional. Quando o movimento se torna hábito, a pessoa sente-se mais capaz, mais segura e mais participativa, beneficiando não apenas o organismo, mas também as relações sociais e a vida comunitária quotidiana.</p><p data-start="2953" data-end="3167">Envelhecer melhor passa por escolhas simples. Manter o corpo ativo é preservar autonomia, proteger o coração e ganhar qualidade de vida. Na diabetes e na hipertensão, cada passo conta, e nunca é tarde para começar.</p><p data-start="3169" data-end="3267" data-is-last-node="" data-is-only-node=""><em data-start="3169" data-end="3267" data-is-last-node="">Artigo elaborado com base em informação da autoria de Hélder Silva, Enfermeiro da Sávida, Porto.</em></p>								</div>
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