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	<title>Arquivo de Sugestões - AREP</title>
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	<description>Associação de Solidariedade Social dos Trabalhadores e Reformados da EDP e REN</description>
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	<title>Arquivo de Sugestões - AREP</title>
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		<title>Livros de que eu gosto</title>
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		<dc:creator><![CDATA[AREP Site]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Sep 2022 21:59:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sugestões]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>António Pita Abreu Gosto muito da literatura de ficção da hispano-américa. Em especial da colombiana. Até agora ainda não encontrei melhor começo de romance que aquele com que Gabriel Garcia Márquez (Gabo) abre o magnifico &#8220;Cem anos de solidão&#8221;. É uma viagem entre o agora, o passado e o futuro em menos de 30 palavras: [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>António Pita Abreu</p>
<p><span id="more-4214"></span></p>
<p>Gosto muito da literatura de ficção da hispano-américa. Em especial da colombiana.<br />
Até agora ainda não encontrei melhor começo de romance que aquele com que Gabriel Garcia Márquez (Gabo) abre o magnifico &#8220;Cem anos de solidão&#8221;. É uma viagem entre o agora, o passado e o futuro em menos de 30 palavras:<br />
Muitos anos depois, diante do pelotão de fuzilamento, o coronel Aureliano Buendia havia de recordar aquela tarde remota em que seu pai o levou para conhecer o gelo.</p>
<p>Nos dias de hoje e esgotado que foi o manancial  &#8220;Gabo&#8221;, com a sua morte em 2014, e do filão do &amp;quot;realismo mágico&amp;quot;, tornei-me fã de Juan Gabriel Vasquez.<br />
Publicou, até agora, 5 romances: &#8220;Os informadores&#8221;; &#8220;História secreta de Costaguanas&#8221;; &#8220;As reputações&#8221;; &#8220;A forma das ruínas&#8221; e &#8220;O barulho das coisas ao cair&#8221;.<br />
É deste último que queria falar. Como qualquer dos outros está muitíssimo bem escrito e é muito fácil de ler. Diria mesmo, de devorar porque é difícil abandoná-lo antes de chegar à última página.<br />
A estória é contemporânea e decorre na Colômbia no tempo da luta e das interpenetrações entre os barões do trafico de droga, o Governo, as FARC.<br />
Decorre nas três últimas décadas do seculo XX no período do desenvolvimento do narcoterrorismo, que haveria de conduzir a Colômbia à beira do abismo. Duas gerações de colombianos que se viram, involuntária e irreversivelmente, enredados, nos seus danos colaterais.</p>
<p>Se puderem leiam-no.<br />
Se tiverem interesse e paciência em partilhar estas minhas viagens literárias, atrevo-me a aconselhar-vos, também:<br />
&#8220;Planície em chamas&#8221; e &#8220;Pedro Páramo&#8221; &#8211; Juan Rulfo, México</p>
<p>“Cem anos de solidão” e “Amor em tempos de cólera” &#8211; Gabriel Garcia Márquez, Colômbia<br />
“Os hereges” e “O homem que gostava de cães” &#8211; Leonardo Padura, Cuba<br />
“Concerto Barroco” &#8211; Alejo Carpentier, Cuba<br />
“Ficções” &#8211; Jorge Luís Borges, Argentina<br />
“A intervenção do Sr. Morel &#8211; Adolfo de Bioy Casares, Argentina<br />
“2666” e “Os dissabores do verdadeiro polícia” Roberto Bolaño, Chile<br />
“O estaleiro” &#8211; Juan Carlos Onetti, Uruguai<br />
“Já ninguém chora por mim” &#8211; Sérgio Rodriguez, Nicarágua<br />
“A festa do chibo” &#8211; Mário Vargas Llosa</p>
<p>Uns de leitura mais fácil outros menos, mas sempre muito estimulantes.</p>
<p><strong>António Pita Abreu</strong></p>
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		<title>A arep e os seus poetas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[AREP Site]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Aug 2022 22:07:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sugestões]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Disfrute aqui dos poemas A poesia é a forma mais elaborada e mais antiga de literatura. É o expoente máximo da capacidade de sintetizar. O poeta, em duas ou três palavras, consegue exprimir plenamente uma emoção, um sentimento ou uma vivência que, de outra forma, careceriam de muitas palavras para descrever. Ela é também o [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Disfrute <a href="https://arep.pt/wp-content/uploads/2022/08/A-AREP-e-os-seus-Poetas-Site.pdf">aqui</a> dos poemas</p>
<p><span id="more-4178"></span></p>
<p>A poesia é a forma mais elaborada e mais antiga de literatura.</p>
<p>É o expoente máximo da capacidade de sintetizar.</p>
<p>O poeta, em duas ou três palavras, consegue exprimir plenamente uma emoção, um sentimento ou uma vivência que, de outra forma, careceriam de muitas palavras para descrever.</p>
<p>Ela é também o espaço de fronteira entre a literatura e a música.</p>
<p>As palavras ordenam-se criando um ritmo. E é esse ritmo que, citando Óscar Lopes, acentua &#8220;(&#8230;) uma memória que (&#8230;) irradia logo</p>
<p>dos usos de certas palavras, em certas conexões, certas entoações, a evocar flutuantes situações de fala; memória que se ecoa através de não se sabe que interstícios comunicativos, ligados entre si (&#8230;) uma espécie de música (&#8230;)&#8221;.</p>
<p>É com muita satisfação que o primeiro livro publicado sob a égide da AREP, no período em que tenho a honra de dirigi-la, seja um livro de poesia.</p>
<p>Maior é o prazer pelo facto de os 25 autores de &#8220;A AREP e os seus Poetas&#8221; serem colegas da nossa Associação.</p>
<p>Amadores – isto é que escrevem porque amam fazê-lo – que ousam partilhar com os outros a sua arte particular de ver o mundo, usando esta forma bela e complexa.</p>
<p>Embora no nosso País predomine o uso da expressão poética para transmitir a doçura, a tristeza, o lirismo e a nostalgia que vivem na alma de quem os escreve, os poemas também modulam outros temas. Muitos emergem nesta obra e recordam-me do que, sobre a poesia, um dia escreveu Eugénio de Andrade:</p>
<p style="padding-left: 480px;">&#8230; A poesia não vai à missa,</p>
<p style="padding-left: 480px;">não obedece ao sino da paróquia,</p>
<p style="padding-left: 480px;">prefere atiçar os seus cães</p>
<p style="padding-left: 480px;">às pernas de deus e dos cobradores de impostos.</p>
<p style="padding-left: 480px;">Língua de fogo do não,</p>
<p style="padding-left: 480px;">caminho estreito</p>
<p style="padding-left: 480px;">e surdo da abdicação, a poesia</p>
<p style="padding-left: 480px;">é uma espécie de animal</p>
<p style="padding-left: 480px;">no escuro recusando a mão que o chama.</p>
<p style="padding-left: 480px;">Animal solitário, às vezes irónico, às vezes amável,</p>
<p style="padding-left: 480px;">quase sempre paciente e sem piedade.</p>
<p style="padding-left: 480px;">A poesia adora andar descalça nas areias do verão.</p>
<p style="text-align: right;">António Pita Abreu</p>
<h4 style="text-align: center;"><strong>Disfrute <a href="https://arep.pt/wp-content/uploads/2022/08/A-AREP-e-os-seus-Poetas-Site.pdf">aqui</a> dos poemas</strong></h4>
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		<title>A  VELHICE</title>
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		<dc:creator><![CDATA[AREP Site]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Aug 2021 22:36:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sugestões]]></category>
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					<description><![CDATA[<p> António Lobo Antunes &#8220;Devo estar a ficar velho: as Paulas Cristinas têm mais de 20 anos, os  Brunos Miguéis já vão nos 15, as Kátias e as Sónias deram lugar a  Martas, Catarinas, Marianas. A maior parte dos polícias são mais velhos  do que eu. Comecei a gostar de sopa de nabiças. A apetecer-me voltar  [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;"> </span><span style="font-weight: 400;">António Lobo Antunes</span><span id="more-3104"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">&#8220;Devo estar a ficar velho: as Paulas Cristinas têm mais de 20 anos, os  Brunos Miguéis já vão nos 15, as Kátias e as Sónias deram lugar a  Martas, Catarinas, Marianas. A maior parte dos polícias são mais velhos  do que eu. Comecei a gostar de sopa de nabiças. A apetecer-me voltar  mais cedo para casa. A observar, no espelho matinal, desabamentos, rugas  imprevistas, a boca entre parêntesis cada vez mais fundos. A ver os  meus retratos de criança como se fosse um estranho. A deixar de me  preocupar com o futebol, eu que sabia de cor os nomes de todos os  jogadores do Benfica (…). A desinteressar-me dos gelados do Santini que o  Dinis Machado, de cigarrilha nas gengivas, achava peitorais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se  calhar, daqui a pouco, uso um sapato num pé e uma pantufa de xadrez no  outro e vou, de bengala, contar os pombos do Príncipe Real que circulam, de mãos atrás das costas como os chefes de repartição, em torno do  cedro. Ou jogar sueca, com colegas de boina, na Alameda Afonso Henriques de manilha suspensa no ar, numa atitude de Estátua de Liberdade. Quando  der por mim, encontro o meu sorriso na mesinha de cabeceira, a  troçar-me, num copo de água, com 32 dentes de plástico. Reconhecerei o  meu lugar à mesa pelos frasquinhos dos medicamentos sobre a toalha, que  me farão lembrar as bandeiras que os exploradores antigos, vestidos de  urso como os automobilistas dos tempos heróicos, cravavam nos gelos  polares.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Devo estar a ficar velho. E no entanto, sem que me dê  conta, ainda me acontece apalpar a algibeira à procura da fisga. Ainda  gostava de ter um canivete de madrepérola com sete lâminas, saca-rolhas,  tesoura, abre-latas e chave de parafusos. Ainda queria que o meu pai me  comprasse na feira de Nelas, um espelhinho com a fotografia da Yvonne  de Carlo, em fato de banho, do outro lado. Ainda tenho vontade de  escrever o meu nome depois de embaciar o vidro com o hálito.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Pensando bem (e digo isto ao espelho), não sou um senhor de idade que  conservou o coração de menino. Sou um menino cujo envelope se gastou.&#8221;</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">(Quinto livro de crónicas, Edição D. Quixote)</span></p>
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		<title>&#8220;Um lugar de que gosto&#8221;&#8230;Serra da Estrela</title>
		<link>https://arep.pt/um-lugar-de-que-gosto-serra-da-estrela/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[AREP Site]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 May 2021 19:56:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sugestões]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Serra da Estrela Sou avesso a citar-me, por modéstia e feitio, até porque não haverá razões para isso, mas convém-me, a propósito deste tema, abrir uma exceção. Pois, citando-me a mim próprio, ou, melhor dizendo, repetindo-me, escrevi em tempos que “sou natural de todos os lugares onde vivi ou calcorreei” e de todos “onde gostaria [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Serra da Estrela</p>
<p><span id="more-2735"></span></p>
<p>Sou avesso a citar-me, por modéstia e feitio, até porque não haverá razões para isso, mas convém-me, a propósito deste tema, abrir uma exceção. Pois, citando-me a mim próprio, ou, melhor dizendo, repetindo-me, escrevi em tempos que “sou natural de todos os lugares onde vivi ou calcorreei” e de todos “onde gostaria de ter ido”, para além da minha terra natal. Havendo tantos, eleger um apenas não é fácil, já que gosto de muitos, uns mais presentes no meu dia a dia e frescos na memória, outros mais afastados e envoltos nas brumas do passado.</p>
<p>Sem prejuízo de outros lugares, arrisco um, afinal: a Serra da Estrela, nas faldas da qual repousa a aldeia onde nasci e de que, cedo, parti seguindo curso do Tejo que, no meu afeto, rivaliza com a Estrela.</p>
<p>Gosto desde logo do nome, que não sei quem lho deu, que nos eleva, induz o mistério, faz-nos imaginar tempos remotos e convida ao sonho. Depois, é a grandiosidade ímpar das paisagens e das montanhas, as esculturas modeladas no granito pelos anos e pela Natureza, simulando figuras, os frescos regatos deambulando, cantarolantes, pelos declives. Subir à Serra, percorrer as suas veredas, é também respirar ar puro aromatizado pelo cheiro dos carvalhos e dos pinheiros, das urzes e das giestas, que a coloram, e estender a vista até onde pode alcançar. Ali um caminho, acolá uma lagoa, lá ao longe um povoado. E é também estar mais perto do céu, onde falcões, águias e cegonhas vêm encenar, por vezes, as suas coreografias que os rebanhos chocalhantes de ovelhas e cabras parecem ignorar. A Serra transmite ainda uma sensação inebriante de liberdade, harmonia e paz e de amor e respeito pela Natureza.  Lá do alto, passando vagarosas, em tempos de acalmia, até as nuvens parecem gostar do que veem.</p>
<p>Mas no inverno, tudo se altera: a Serra substitui as suas cores pelo branco da neve, proíbe incursões e afasta o pastoreio, a neblina esconde a paisagem e limita o olhar, o frio aconselha agasalhos. A beleza é agora de outra natureza. Dir-se-ia que a Estrela é acometida, neste período, da nostalgia dos tempos longínquos dos seus vales glaciares de há mais de 20 mil anos.</p>
<p>Tudo isto me faz identificar com uma inspirada frase de Somerset Maughan, que guardei para a vida, e de que cito uma parte: “(…) os homens não são somente eles, são também a região onde nasceram, a quinta ou casa da cidade onde aprenderam a andar (…).</p>
<p><em>José Rogeiro</em></p>
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		<title>“Um filme de que gosto” &#8230; Falcão de Malta</title>
		<link>https://arep.pt/um-filme-de-que-gosto-falcao-de-malta-de-john-huston/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[AREP Site]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 May 2021 14:04:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sugestões]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Falcão de Malta de John Huston “Um filme de que gosto” &#8230; Falcão de Malta de John Huston Quando era adolescente, na mesa de cabeceira existia uma pilha de livros (confesso que na época lia muito mais do que agora). Misturados com livros que eram moda e que davam imenso jeito para conversas de café [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Falcão de Malta de John Huston</strong></p>
<p><span id="more-2462"></span></p>
<p><strong>“Um filme de que gosto” &#8230; Falcão de Malta de John Huston</strong></p>
<p>Quando era adolescente, na mesa de cabeceira existia uma pilha de livros (confesso que na época lia muito mais do que agora). Misturados com livros que eram moda e que davam imenso jeito para conversas de café (sim&#8230;lia Sartre, Camus, Kafka) estavam os livros de pura diversão, coleções de ficção científica e policiais.</p>
<p>Um dos livros que mais gostei foi o Falcão de Malta do Dashiell Hammett e que mais tarde percebi haver uma reconhecida razão para gostar, era só o livro que iniciou o género de romance policial.</p>
<p>Mais tarde, numa das sessões de fim de semana no cinema Quarteto (pois&#8230; sou desse tempo) fui surpreendido com a exibição do <em>Falcão de Malta </em>do John Huston que era igualmente inovador no estilo cinematográfico &#8220;noir&#8221;.</p>
<p>A Warner Brothers em 1941 entrega a tarefa de escrever e realizar o <em>Falcão de Malta </em>a um jovem desconhecido que dava pelo nome de John Huston para seu primeiro filme. Em boa hora o fizeram porque fizeram história do cinema.</p>
<p>Huston não se afastou do livro de Hammett, mantendo o essencial e tornando a realização numa mudança de paradigma no cinema americano. As influências de John Houston contrastavam com o &#8220;sonho americano&#8221;, continham o arrojo de princípios freudianos, Jean Paul Sartre, filmagens no exterior, colocar o cinema nas ruas, nos clubes e noutros ambientes obscuros e fantasmáticos (gosto desta palavra), muito pela visão dos realizadores alemães exilados da Alemanha Nazi.</p>
<p>O anti-herói que sustenta a intriga, a mulher fatal, morte, crime, infidelidade, violência, traição, ciúme numa teia de conflitos que conduzem a situações extremas e desesperadas.</p>
<p>Personagens principais complexas, com passado duvidoso, e papéis secundários  ricos e autónomos em ruptura com as linhas do cinema tradicional. Exemplo de Sidney Greenstreet que foi nomeado para o Óscar de Melhor Actor Secundário por esta interpretação.</p>
<p>Assim nascia o primeiro grande filme &#8220;Noir&#8221; onde o negro, a escuridão, o lado obscuro do crime e da paixão imperam. O Falcão de Malta foi considerado um dos melhores filmes de sempre.</p>
<p>Vai começar a sessão&#8230; Que saudades sinto do &#8220;Ding-Dong&#8221; que nos alertava para o início da sessão ao intervalo no cinema Monumental (desculpem, coisas da idade).</p>
<p>Comecemos pelo princípio (perdoem o pleonasmo), a banda sonora indicia desde cedo a trama misteriosa que nos espera. A descrição da estatueta do Falcão de Malta, foi de certeza, inspiração para o início da Guerra das Estrelas com as frases a deslizarem no ecrã e aquela música densa que nos alimenta a curiosidade.</p>
<p>A banda sonora deste filme tem um papel determinante, sem exageros desnecessários, vai colorindo cada cena, inquietando o espetador e ajudando à compreensão do que se vai desenrolando.</p>
<p>Poderá parecer que os personagens são exagerados nos gestos e nas expressões, tornando-se até caricatos aqui e ali. Não nos podemos esquecer que o cinema sonoro estava no início, e a rigidez dos atores não era por mediocridade, mas sim por que na época ainda se estava a dar os primeiros passos nas técnicas do cinema sonoro. Exemplo é Humphrey Bogart, algo rígido na atuação, mas que no ano seguinte foi indicado para Óscar de Melhor Ator em <em>Casablanca, </em>filme que tem muito de &#8220;noir&#8221; e influenciado por <em>Falcão de Malta </em>(também havia um Sam&#8230;), constando da minha lista de Melhores Filmes de Sempre.</p>
<p>Rigor nos detalhes, o fundo das cenas é escuro realçando apenas o personagem e os seus diálogos, sem distrações para o espetador. Grandes planos inovadores e que ainda hoje fazem parte das boas práticas do cinema, a importância dos objetos para a história.</p>
<p>Em cada cena a trama se adensa, a curiosidade pelo que se vai passar a seguir, o espetador preso à história, a música que acompanha cada momento realçando o objetivo de cada cena.</p>
<p>O detetive Sam Spade não nos desilude no cinema e, tal como no livro, consegue prender a atenção até final. O filme com esta história, esta realização e a banda sonora brilhante, só podemos dizer&#8230;Bravo!</p>
<p>Chamo a atenção para a cena final, o encerrar da trama, os culpados punidos, Sam continua em frente, tudo simbolizado no fecho da porta de grades de um elevador. Genial.</p>
<p>Se está a ler esta linha, resistiu a mudar de página e ficou com vontade de passar algum tempo a ler ou, melhor ainda, a ver o Falcão de Malta. Como recompensa pela sua paciência, deixo aqui o link para que possa ver online o <em>Falcão de Malta</em> legendado em português.</p>
<p><a href="https://vimeo.com/366242933">https://vimeo.com/366242933</a></p>
<p>Espero que goste.</p>
<p>Arnaldo Cordeiro</p>
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		<title>“Um livro de que gosto&#8221;&#8230;..Sapiens: história breve da humanidade</title>
		<link>https://arep.pt/um-livro-de-que-gosto-sapiens/</link>
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		<pubDate>Fri, 14 May 2021 19:52:14 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8220;Sapiens: história breve da humanidade&#8221; do autor Yuval Noah Harari Quando comecei a ler o Sapiens aborreci-me e estive quase a desistir. Resisti porque quem me tinha recomendado o livro era pes­soa de confiança. Fiz bem. Ao fim das pe­dre­gosas primeiras cinquenta páginas fez-se luz e não consegui parar até ao fim. E quando acabei [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;<strong>Sapiens: história breve da humanidade</strong>&#8221; do autor <strong>Yuval Noah Harari</strong></p>
<p><span id="more-2390"></span></p>
<p>Quando comecei a ler o Sapiens aborreci-me e estive quase a desistir. Resisti porque quem me tinha recomendado o livro era pes­soa de confiança. Fiz bem. Ao fim das pe­dre­gosas primeiras cinquenta páginas fez-se luz e não consegui parar até ao fim.<br />
E quando acabei voltei atrás para reler al­guns capítulos. Ainda hoje lá volto, de vez em quando.<br />
Há muito tempo que nenhum livro tinha me trazido tanto gozo intelectual como este. Muitas coisas da evolução da huma­nidade fi­caram esclarecidas na mi­nha ca­beça. As ex­plicações, numa escrita fluida e muito agra­dável, faziam todo o sentido. Eram convin­centes e não me exigiam grande formação ci­entí­fica.<br />
Ainda que rigoroso e fundamentado, o Sapiens não é um ensaio académico nem uma enciclopédia. Apesar das tais 50 páginas iniciais, é uma história entusiasmante que não poucas vezes me fez vibrar com os flashes de clarividência que me provocava.<br />
Fiquei fan do Prof. Yuval Noah Harari, e esperei ansioso pelos livros seguintes que foi publi­cando, “Homo Deus” e “12 lições para o século XXI”, que confesso não me entu­sias­maram tanto como o Sapiens. Passei a procurar ouvi-lo via You Tube ou Ted Talks e se um dia ele vier cá a Portugal conferenciar, estarei lá caído.<br />
Já me esquecia de dizer-vos o que mais interessa: o livro começa no tempo em que éramos chimpanzés/Homo Sapiens primordiais (criados por Deus, para os crentes ou pelo acaso, para os não crentes) e discorre sobre evolução, religião, culturas, política, impérios, guerras, capitalismo, tecnologia, terminando com um vislumbre do futuro previsível. Leia porque vale bem a pena.</p>
<p style="text-align: right;">António Pita de Abreu</p>
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