Redes de Afeto: Caldas da Rainha, Leiria, Coimbra e Alcácer do Sal

O temporal de janeiro de 2026 não foi apenas uma estatística meteorológica. Foi um golpe duro em comunidades reais, em comércios reais, em vidas reais. Enquanto as equipas da REN e da E-Redes travavam uma batalha contra os elementos para manter o país ligado, cidades como Caldas da Rainha, Leiria, Coimbra e Alcácer do Sal sofriam danos que alteraram, num instante, a rotina das suas gentes.

Agora que a energia flui e as estradas estão desimpedidas – em grande parte graças ao trabalho incansável dos nossos colegas -, temos uma obrigação: não deixar estas regiões cair no esquecimento. A melhor forma de apoiar quem perdeu tanto é levar-lhes a nossa presença e, acima de tudo, o nosso apetite. Sentar à mesa nestas zonas é um ato de solidariedade direta que ajuda a reerguer o comércio local.

Caldas da Rainha

O Oeste e o Pinhal foram fustigados, mas o seu espírito permanece intacto.
Nas Caldas da Rainha, depois de perceber como a cidade se vai recompondo, a paragem é obrigatória para provar as icónicas Cavacas (cerca de 5€ a 8€ a caixa) — um doce que dá energia para continuar caminho.

Leiria

Subindo até Leiria, o conforto encontra-se na Morcela de Arroz, um enchido que fala de história e de resistência.
Onde comer: Pequenos restaurantes típicos no centro histórico
O prato: Uma dose de morcela frita com grelos e batata cozida (12€ a 15€) — o abraço que qualquer técnico ou visitante precisa após um dia de frio.

Coimbra

Em Coimbra, onde o Mondego e os ventos de altitude não deram tréguas, o remédio é a Chanfana. Cozinhada lentamente em caçoila de barro com vinho tinto, esta carne de cabra velha é o símbolo perfeito de como o tempo e o calor transformam a dureza em algo sublime.
Preço médio: 15€ a 22€ por pessoa.
O gesto: Ao escolher um restaurante na Baixa ou em Santa Clara, estão a apoiar espaços que enfrentaram inundações e cortes de energia prolongados — muitos deles reabertos graças à rapidez das equipas da E-Redes.

Alcácer do Sal

Mais a sul, em Alcácer do Sal, o Sado foi moldado pelas águas e pelo vento forte. Aqui, o apoio faz-se através dos sabores do rio e do arrozal.
A escolha: Arroz de Lingueirão ou Enguias Fritas — apostas ganhas.
Preço médio: 18€ a 25€ (muitas vezes para partilhar).
O impacto: O comércio de Alcácer vive do fluxo de quem passa para o Algarve ou para a Costa Alentejana. Parar aqui, em vez de seguir pela autoestrada, é injetar vida numa economia que o temporal tentou estagnar.

Trabalhar na EDP, na REN ou na E-Redes – ou fazer parte da família da AREP – ensinou-nos que uma rede só é forte se todos os nós estiverem ligados. O sacrifício dos nossos colegas no terreno devolveu a luz a Portugal; agora, o nosso contributo é garantir que os restaurantes e cafés destas regiões voltem a ter as salas cheias.
O desafio é simples: escolham um destes destinos, levem a família e saboreiem o melhor que Portugal tem para oferecer. A conta que pagamos no final não é apenas o valor de uma refeição — é um investimento na dignidade de quem não baixou os braços perante a tempestade.

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