Crónica

Uma história fantástica do… Japão Para os nossos netos

Paulo Pinto de Almeida

15 de Outubro, 2026

Era uma vez um império longínquo e encantado chamado Japão, conhecido como País do Sol Nascente porque o sol nasce aqui 8 horas mais cedo do que em Portugal.

Este país é um local de fadas com jardins repletos de lagos com grandes peixes, pontes e árvores de ramos suspensos com folhas verdes, amarelas e vermelhas. Trouxeram pequenos cervos iguais ao Bambi e deixam-nos andar à solta pelos jardins.

Depois plantaram bosques de altos bambus para produzir a madeira que utilizam em muitos dos seus apetrechos e utensílios.

E também é um país de castelos e histórias de imperadores e guerreiros, shoguns e samurais, grandes lutadores de sabres compridos e foi com muitas batalhas e guerras entre eles que construíram o Japão.

É um país que adora um deus chamado Buda que repousa com serenidade nos seus templos de madeira trabalhada e pintada de vermelho e dourado no meio de densos e belos jardins. Mas a primeira religião do Japão chama-se xintoísmo que consiste na adoração da natureza e onde se reza em santuários com um grande portão tradicional de madeira na entrada chamado Tori.

Neste império fantástico, também construíram aldeias de casas de madeira e telhados de palha de arroz retiradas dos filmes de desenhos animados. Chamaram a essa aldeia nas montanhas Shirakawa e colocaram pequenos gnomos aldeãos a semear o arroz.

Os habitantes desse império vestem umas roupas coloridas, largas e compridas chamadas quimonos. Algumas meninas cumprem tradições antigas, vestem um quimono, pintam as suas caras de branco, colocam flores nos cabelos muito bem penteados, tocam um instrumento de cordas chamado shamisen, cantam, dançam e mexem-se com muita suavidade e passos curtinhos travados pelo quimono. As meninas que assim foram educadas chamam-se gueixas.

As casas mais tradicionais têm pouca mobília, não usam camas e os colchões estão no chão.  Para teres uma refeição com os seus habitantes tens de aprender a comer com os hashi, os tradicionais pauzinhos de madeira japoneses. E toda a comida está partida em pedacinhos pequenos portanto nem vais ter muito trabalho a mastigar.

Este império longínquo ainda é muito isolado, a maior parte da sua população não fala inglês e, portanto, tens dificuldade em comunicar com eles. Mas são muito educados e curvam-se numa vénia rasgada quando te querem cumprimentar ou agradecer algo.

Quando andas pelas ruas tens de ter muito cuidado e não deitar lixo nos pavimentos. As ruas estão super limpas e não há caixotes de lixo nem papeleiras. Guardam o lixo na mão ou nos bolsos até encontrarem um local para o deixar, em casa ou no hotel. Os automóveis pequeninos estão muito bem lavados e têm a pintura a brilhar e nas passadeiras ninguém atravessa com o vermelho – ainda que não venha qualquer carro!

Mas nesta terra de jardins, florestas e montanhas, também há vulcões com 3700m de altitude que por vezes se zangam com este povo educado e expelem lava como acontece com o vulcão do monte Fuji.

Agora fecha os olhos e imagina como é este país lindo e encantado.

E voa, vem até cá! Nós já chegamos e estamos à tua espera…

Um beijinho e um abraço muito apertado do

Teu Avô Paulo

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