Testemunho

Carlos Rodrigues

Como imaginava a sua vida social depois da reforma – e o que aconteceu realmente?

Encarei a reforma com alguma preocupação. Por um lado, iria deixar de conviver diariamente com colegas de quase 40 anos de trabalho; por outro, questionava-me sobre como ocupar os dias, já que nunca tinha planeado esta fase.

Quais foram as mudanças mais marcantes nas suas rotinas de convívio?

Passei a ter mais tempo livre e impus disciplina com rotinas diárias. Nos primeiros meses, concluí tarefas adiadas e, depois, procurei integrar atividades culturais, desportivas e lúdicas.

Sente que o círculo de amigos e conhecidos cresceu, diminuiu ou transformou-se?

O círculo transformou-se e diminuiu. Deixei de contactar colegas da EDP, mas, através de novas atividades, reatei contactos e conheci pessoas com quem me relaciono. Lamento que muitos colegas reformados na mesma época tenham reduzido os encontros.

Que papel desempenham hoje as atividades culturais, comunitárias ou de lazer da AREP na sua vida?

As atividades da AREP têm sido uma âncora, permitindo conhecer novos lugares, enriquecer a cultura e conviver. Como voluntário, encontro-me regularmente com outros voluntários e colaboro nas tarefas da Associação.

Se pudesse dar um conselho a quem está prestes a reformar-se, qual seria?

O futuro reformado deve considerar as obrigações familiares, mas também procurar ocupações que lhe tragam satisfação e promovam o convívio e o bem-estar da comunidade.

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