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Paulo Pinto Almeida

Como imaginava a sua vida social depois da reforma – e o que aconteceu realmente?

Preparei-me bem para a reforma para não sentir grande impacto. Falei com amigos, tracei planos e percebi que a reforma significa “formar de novo”. Segui muitas linhas projetadas, mas outras surgiram inesperadamente.

Quais foram as mudanças mais marcantes nas suas rotinas de convívio?

Reformei-me em plena pandemia, por isso não notei grande diferença inicial. Apenas senti falta do abraço de despedida. As rotinas mudaram: desapareceu o sentido de urgência da vida empresarial e passei a valorizar contactos mais regulares com amigos. Frequentei formação em música, história e arte, aprofundei viagens e planeio uma volta ao mundo. O tempo preencheu-se ainda com voluntariado familiar (netos, mãe), numa IPSS de inovação social e, mais recentemente, na AREP, onde reencontrei velhos amigos.

Sente que o círculo de amigos e conhecidos cresceu, diminuiu ou transformou-se?

O círculo de amizades evoluiu: mantive antigos, recuperei amigos da juventude e surgiram novas relações.

Que papel desempenham hoje as atividades culturais, comunitárias ou de lazer da AREP na sua vida?

Já tinha atividades culturais e de voluntariado, mas a AREP acrescentou a vertente de gestão e maior orientação para os outros.

Se pudesse dar um conselho a quem está prestes a reformar-se, qual seria?

O conselho é simples: lutar para “não deixar o velho entrar”, mantendo-se ativo e positivo, apesar da idade.

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