A reforma pintada a muitas cores

Entre aguarelas, pintura ao ar livre e viagens com um olhar artístico, Fernanda Fernandes encontrou um novo propósito que une criatividade e descoberta. O desafio dos Urban Sketchers abriu portas a uma prática que hoje faz parte do seu quotidiano e até da sua ligação à AREP.

Nos momentos mais tranquilos, a leitura e o convívio com família e amigos tornam-se essenciais, reforçando a importância da partilha e das relações para o bem-estar. Uma história que mostra como a reforma pode ser sinónimo de tempo bem vivido, novas paixões e ligações com significado.

Como é, hoje, um dia típico para si?

Não tenho um dia típico, mas sim dois tipos de dia (ou melhor, de tardes) durante a semana: três tardes em que “estou por conta” dos meus netos e duas tardes que dedico às artes: aguarela e óleo.

Que atividade ocupa mais tempo na sua semana e porquê?

Dedico mais tempo aos meus três netos que são ainda pequenos; só quem é avó (ou avô) entende bem como esta atividade nos preenche, nos maravilha e também nos faz regressar à infância! Há que aproveitar enquanto são pequenos pois o tempo continua a passar a correr…

O que gosta mesmo de fazer quando tem uma manhã ou uma tarde livre?

Nos dias soalheiros, adoro ir pintar com as amigas em “plein air”; levamos os cavaletes portáteis e sentamo-nos a pintar a paisagem, perdendo a noção das horas.

Há algo novo que tenha começado a fazer nesta fase da vida e que não esperava vir a gostar?

Quando me pré-reformei (em 2016) pensava em dedicar tempo…a ter tempo para mim, onde incluía a fotografia de viagem, mas foi então que me desafiaram a integrar os “Urban Sketchers” (gente de todas as idades que se encontra para desenhar e pintar “na rua”). Embora sempre tivesse gostado de desenhar, não praticava há bastantes anos por falta de tempo, não sabia se iria gostar desta nova experiência, mas achei-a fantástica… e comecei a pintar em aguarela.
E foi assim que tive a honra de ser desafiada pelo nosso saudoso Eng.º Pita de Abreu para incluir as minhas pinturas nos seus Editoriais da revista da AREP, o que me deu imenso prazer! Em 2025 iniciei-me no óleo, no grupo de artistas que tem aulas na ART (em Telheiras). Com esse grupo tenho participado em exposições e viajado para pintar. Posso dizer que “Viajar p’la Arte” se tornou o meu tipo de viagem preferida e que a fotografia que faço tem o olho da artista que poderá pintar essa cena depois.

Há algum momento do dia que considere verdadeiramente “seu” e que valorize de forma especial?

Se me restar tempo (pois afinal continuo a correr contra o tempo na reforma…) prezo muito ficar a ler um livro. Sou mesmo “obrigada a ler” pois faço parte de um interessante e animado “clube de leitura” criado há mais de sete anos por uma amiga. Gosto também de me sentar no sofá ao fim do dia e ter tempo para conversar sobre as experiências vividas e os projetos futuros. Sinto que, nesta fase da vida, é essencial para o nosso bem-estar psicológico, termos família e amigos com quem partilhar o que nos vai na mente.

 

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