Quatro décadas a construir encontros e amizade

A celebração dos 40 anos da AREP, realizada no dia 7 de junho, na Quinta do Frade, em Sobral de Monte Agraço, foi muito mais do que um almoço comemorativo. Foi um encontro de histórias, afetos e reconhecimento, reunindo associados de várias zonas do país num ambiente marcado por abraços, conversas, fotografias, música e reencontros entre antigos colegas e amigos.

Ao longo de quatro décadas, a AREP tem assumido um papel essencial na criação de laços entre trabalhadores, reformados e famílias ligadas ao universo da EDP e da REN. Mais do que uma associação, tem sido um espaço de apoio, proximidade e participação, promovendo iniciativas que valorizam o convívio, o bem-estar e a solidariedade.

A escolha da Quinta do Frade contribuiu para o tom acolhedor da celebração. O espaço exterior recebeu os participantes num ambiente tranquilo e festivo, onde se foram retomando conversas, memórias e ligações construídas ao longo de muitos anos. À volta das mesas, celebrou-se não apenas uma data, mas uma história coletiva feita de presença, amizade e sentido de pertença.

As intervenções realizadas durante o encontro recordaram o percurso da AREP e sublinharam o valor de uma associação que nasceu para servir as pessoas. Foi também destacado o trabalho desenvolvido pelas delegações, a dedicação de todos os que contribuíram para a construção da Associação e a capacidade da AREP para continuar a responder às necessidades dos seus associados.

O bolo de aniversário e o brinde com espumante deram continuidade ao tom festivo do encontro. Entre palavras de celebração, fotografias e momentos de convívio, reforçou-se a ideia de que a história da AREP não se mede apenas em anos, mas nas relações que criou e no impacto que teve na vida de tantas pessoas.

Para dar voz a essa história, foi perguntado a alguns associados qual tinha sido o acontecimento mais importante das suas vidas nos últimos 40 anos, que desejo tinham para o mundo nas próximas quatro décadas e que memórias o evento lhes despertava.

Ana Maria Salvador destacou o sistema de telefonemas e acompanhamento aos associados mais idosos. Para si, mais do que as festas, foi essa atenção às pessoas que mais a marcou, por representar proximidade, cuidado e solidariedade. O seu maior desejo para o futuro é que exista paz, respeito e menos conflitos.

A família surgiu como uma das grandes memórias de vida. António Costa apontou o nascimento do filho como o acontecimento mais marcante dos últimos 40 anos. Benilde Pereira destacou o nascimento dos filhos, enquanto Ernestina Vieira falou com emoção dos seus seis bisnetos, que considera uma grande alegria.

Se as memórias pessoais falaram sobretudo de família, os desejos para o futuro convergiram quase todos numa palavra: paz. Benilde Pereira desejou o fim das guerras, preocupada com o futuro das novas gerações. Ernestina Vieira pediu tranquilidade, união e respeito entre as pessoas.

Luzia Sampaio deixou uma reflexão especialmente sentida sobre a necessidade de líderes capazes de construir um mundo mais sereno. Recordou que a guerra atinge todos, porque todos somos pais, filhos, irmãos ou amigos, e defendeu que a paz deve estar acima de tudo.

A ligação à AREP apareceu, em muitos testemunhos, como sinónimo de continuidade. José Santos recordou que, após a reforma, foi convidado a participar na Associação. Desde então, sente-se útil, ativo e ocupado, valorizando a possibilidade de colaborar e reencontrar antigos colegas.

Maria Frasão, que trabalhou 44 anos na EDP, destacou a importância de reencontrar pessoas com quem partilhou uma vida profissional inteira. Referiu também o apoio dado a quem está sozinho ou mais isolado, uma dimensão que continua a dar sentido à missão da AREP.

Luzia Sampaio resumiu bem o valor destes encontros: mais do que o passeio ou o almoço, o essencial é reencontrar pessoas da mesma geração, conversar e recordar outros tempos, da escola à música, da moda ao cinema. É esse património de vivências que dá profundidade à celebração.

A animação e os momentos de descontração prolongaram o espírito de festa. Depois do almoço, a música convidou muitos participantes a dançar e a continuar o convívio, criando imagens que traduzem bem a energia do dia e a vitalidade de uma comunidade que continua presente.

Quarenta anos depois, a AREP reafirma-se como uma associação viva, próxima e necessária. A celebração na Quinta do Frade foi uma homenagem ao passado, uma celebração do presente e um gesto de confiança no futuro. Entre memórias, reencontros e esperança, ficou a certeza de que os laços criados ao longo do tempo continuam vivos.

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