Testemunho

António Dias

Como imaginava a sua vida social depois da reforma – e o que aconteceu realmente?

Como a pré-reforma e depois a reforma foram programadas por mim, pude planear esta fase. Passados sete anos, tenho vindo a concretizar, pouco a pouco, os objetivos definidos. Espero, com saúde, realizar mais alguns, sempre com família e amigos.

Quais foram as mudanças mais marcantes nas suas rotinas de convívio?

A maior mudança é sermos donos do nosso tempo. Podemos decidir diariamente o que fazer: ler, visitar museus ou, no meu caso, apanhar o barco em Cacilhas e passear por Lisboa, redescobrindo locais que não frequentava há anos.

Sente que o círculo de amigos e conhecidos cresceu, diminuiu ou transformou-se?

O círculo transformou-se com esta liberdade. Mantêm-se amizades antigas, mas também surgem novas amizades. Prefiro poucos amigos próximos com quem convivo regularmente a muitos mais distantes.

Que papel desempenham hoje as atividades culturais, comunitárias ou de lazer da AREP na sua vida?

O voluntariado na AREP é fundamental: ajuda e aprendizagem diária. As atividades culturais e de lazer permitem reencontrar antigos colegas e conviver de forma gratificante.

Se pudesse dar um conselho a quem está prestes a reformar-se, qual seria?

A reforma exige preparação. É essencial planear esta etapa, adaptar-se à nova realidade e lembrar que ainda temos vida para viver e valorizar.

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