Carlos Coelho
Como imaginava a sua vida social depois da reforma – e o que aconteceu realmente?
Imaginava a reforma com a perda de alguns amigos, mas também com novas amizades e muito tempo livre para atividades desejadas. Na realidade, concretizei a perda das amizades, mas só consegui realizar metade das atividades e tenho pouco tempo livre.
Quais foram as mudanças mais marcantes nas suas rotinas de convívio?
A mudança mais marcante foi a quebra de rotinas no contacto diário com colegas de trabalho. O ambiente de camaradagem e interações quotidianas, parte fundamental da minha vida social, desapareceram de um dia para o outro.
Sente que o círculo de amigos e conhecidos cresceu, diminuiu ou transformou-se?
O círculo de amigos transformou-se e até cresceu. Embora não tenha perdido contacto com alguns colegas, acabei por reforçar velhas amizades e criar novas, valorizando agora as que mais importam.
Que papel desempenham hoje as atividades culturais, comunitárias ou de lazer da AREP na sua vida?
Sou frequentador assíduo das atividades da AREP, que considero importantes por aproximarem pessoas. É por isso que participo regularmente.
Se pudesse dar um conselho a quem está prestes a reformar-se, qual seria?
O meu conselho é preparar-se psicologicamente para esta grande mudança. Na vida ativa, a sociabilidade é condicionada pelo trabalho; na reforma, o círculo social e as atividades vão depender sobretudo de cada um.
