Egídio Fernandes
Como imaginava a sua vida social depois da reforma – e o que aconteceu realmente?
Imaginei manter contactos, encontros e almoços, reforçar a atividade física, sobretudo andar de bicicleta, e aprender a tocar viola. Hoje continuo nas aulas e a pedalar, mas os encontros com colegas são esporádicos.
Quais foram as mudanças mais marcantes nas suas rotinas de convívio?
Sem horários obrigatórios, deixei o despertador de lado, mas levanto-me cedo. Após o pequeno-almoço, dou uma volta de bicicleta pelo bairro, passo no café para conviver e sigo com a minha mulher numa caminhada que acaba no supermercado. Depois do almoço, uma sesta de 15 minutos sabe sempre bem.
Sente que o círculo de amigos e conhecidos cresceu, diminuiu ou transformou-se?
O círculo de amigos diminuiu. Ficaram apenas os bons amigos, o que encaro sem surpresa: a vida é assim.
Que papel desempenham hoje as atividades culturais, comunitárias ou de lazer da AREP na sua vida?
Já voluntário noutras instituições, tornei-me também voluntário da AREP. Telefono mensalmente a colegas mais idosos, criando relações de confiança e ajudando a combater a solidão. Apoio ainda o núcleo da AREP na promoção de atividades de convívio.
Se pudesse dar um conselho a quem está prestes a reformar-se, qual seria?
O conselho é simples: não criar grandes expectativas, valorizar os verdadeiros amigos, inscrever-se como voluntário e dedicar-se a algo que sempre quis fazer.
