Elisabete Saleiro
Como imaginava a sua vida social depois da reforma – e o que aconteceu realmente?
A vida social antes da reforma era limitada pelo volume de trabalho e horários exigentes, conciliados apenas com a vida familiar. Esperava, por isso, que a reforma trouxesse uma vida social mais ativa e espaço para os meus hobbies.
Quais foram as mudanças mais marcantes nas suas rotinas de convívio?
Após a reforma viajei com amigos, li, fui ao cinema e cantei durante 16 anos no Coro Adulto de Sto. Amaro de Oeiras. O nascimento dos meus quatro netos trouxe enorme alegria e acompanhei-os de perto. O voluntariado surgiu mais tarde.
Sente que o círculo de amigos e conhecidos cresceu, diminuiu ou transformou-se?
O núcleo de amigos mantém-se há muitos anos, agora alargado com filhos e netos. A esta base somaram-se as amizades criadas na família de voluntários da AREP.
Que papel desempenham hoje as atividades culturais, comunitárias ou de lazer da AREP na sua vida?
Há mais de 11 anos exerço voluntariado na Direção Central da AREP, dedicando dois dias por semana ao secretariado e comunicação. Sinto-me uma pequena peça de uma grande engrenagem que dá verdadeiro sentido de compromisso.
Se pudesse dar um conselho a quem está prestes a reformar-se, qual seria?
Aconselho os futuros reformados a aplicarem energia em vários contextos, incluindo o voluntariado, mantendo o cérebro ativo e aberto a novos desafios.
