Testemunho

João Coelho

Como imaginava a sua vida social depois da reforma – e o que aconteceu realmente?

A reforma trouxe-me a liberdade de gerir a minha vida e o meu tempo. Passei a dedicar-me aos filhos, netos e a tudo o que antes não podia fazer.

Quais foram as mudanças mais marcantes nas suas rotinas de convívio?

Após quase 40 anos de carreira, percorrendo 17 concelhos, a mudança foi radical. Pouco tempo depois senti falta da profissão e das rotinas do trabalho.

Sente que o círculo de amigos e conhecidos cresceu, diminuiu ou transformou-se?

O meu círculo de amigos cresceu. Desde que iniciei o voluntariado na AREP, há seis anos, as relações sociais e pessoais enriqueceram-se muito. Reconheço, no entanto, que os problemas de saúde da minha esposa poderão um dia limitar essa missão que tanto gosto de desempenhar.

Que papel desempenham hoje as atividades culturais, comunitárias ou de lazer da AREP na sua vida?

Levo o voluntariado muito a sério, sobretudo junto dos mais velhos, onde existem maiores dificuldades. Sempre fui comunicativo e fico feliz quando o apoio é reconhecido – é uma recompensa enorme.

Se pudesse dar um conselho a quem está prestes a reformar-se, qual seria?

O conselho que deixo é simples: envolvam-se em causas sociais. O voluntariado eleva a autoestima e ajuda a combater a solidão. Todos somos poucos para apoiar os colegas mais carenciados.

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