João José Bichão
Como imaginava a sua vida social depois da reforma – e o que aconteceu realmente?
Nunca idealizei muito o que seria a vida depois da reforma. Quando chegou, senti de facto um vazio — afinal, a vida social no trabalho ocupava um espaço importante do meu dia a dia.
Quais foram as mudanças mais marcantes nas suas rotinas de convívio?
A maior mudança foi a proximidade: passei a conviver mais com as pessoas da minha zona de residência, valorizando esse contacto quotidiano que antes quase não tinha tempo para cultivar.
Sente que o círculo de amigos e conhecidos cresceu, diminuiu ou transformou-se?
O meu círculo acabou por diminuir, porque naturalmente deixei de ter a rotina diária com colegas. Mas aprendi a valorizar mais os laços que ficaram e a dar-lhes outra atenção.
Que papel desempenham hoje as atividades culturais, comunitárias ou de lazer da AREP na sua vida?
A AREP tem tido um papel fundamental. Para além de me proporcionar momentos de convívio afável, tem colocado desafios que me fortalecem e me fazem sentir ativo e útil. É, sem dúvida, um espaço onde reencontro motivação e pertença.
Se pudesse dar um conselho a quem está prestes a reformar-se, qual seria?
Aproveite a reforma para redescobrir-se. Cultive novas amizades, mantenha-se ativo e abrace aprendizagens que tornem cada dia mais significativo.
