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Joaquim Serrasqueiro

Como imaginava a sua vida social depois da reforma – e o que aconteceu realmente?

A reforma era um virar de página: tempo para passear, conviver e descansar, quase como umas férias prolongadas. Foi assim durante alguns meses, até sentir necessidade de ser útil. Encontrei na AREP essa oportunidade: ajudar outros e, neles, encontrar motivação.

Quais foram as mudanças mais marcantes nas suas rotinas de convívio?

Antes, o convívio vinha naturalmente do trabalho em equipa. Na reforma, tornou-se difícil: a maioria dos amigos continuava ocupada e sobravam apenas intervalos ou fins de semana. Foi preciso procurar novas formas de socializar, um desafio comum a quem se reforma.

Sente que o círculo de amigos e conhecidos cresceu, diminuiu ou transformou-se?

O círculo transformou-se. Guardo memórias dos colegas de décadas, mas “longe da vista, longe do coração”. Não simpatizo com redes sociais para substituir o contacto pessoal, o que acelera o afastamento.

Que papel desempenham hoje as atividades culturais, comunitárias ou de lazer da AREP na sua vida?

As atividades da AREP são essenciais para combater a inércia. Muitas vezes falta vontade, mas dar o passo traz sempre resultados positivos. O sedentarismo não pode criar raízes.

Se pudesse dar um conselho a quem está prestes a reformar-se, qual seria?

A reforma é “coisa séria”. Não são férias. É preciso ocupar o tempo, aprender algo novo e, se possível, envolver-se em voluntariado.

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