José Pedro Nunes
Como imaginava a sua vida social depois da reforma – e o que aconteceu realmente?
Como não fiz nenhuma preparação para a reforma, estava na expectativa de qual seria a minha reação e, na verdade, o terminar com uma rotina diária nos primeiros tempos foi complicado, até que a entrada para a AREP como voluntário e agora na direção local ajudou-me imenso.
Quais foram as mudanças mais marcantes nas suas rotinas de convívio?
As mudanças foram enormes, porque foi o quebrar de uma rotina diária e, se não se tem nada programado para substituir, anda-se durante uns tempos um bocado à deriva.
Sente que o círculo de amigos e conhecidos cresceu, diminuiu ou transformou-se?
O círculo de amigos é menor, pois havia contactos que se tornaram menos frequentes; no entanto, também se criaram outros.
Que papel desempenham hoje as atividades culturais, comunitárias ou de lazer da AREP na sua vida?
Na AREP, com o voluntariado e a entrada para a direção local, tenho participado em todos os eventos realizados, tanto culturais como de lazer.
Se pudesse dar um conselho a quem está prestes a reformar-se, qual seria?
Para quem está próximo de se reformar, o meu conselho é que não se isole, pois tenho conhecimento de isso acontecer com alguns colegas. Mantenha o contacto com os mais próximos, conviva — seja em encontros de almoço ou participando nos eventos que a AREP realiza — e, porque não, tornar-se voluntário da nossa associação ou de qualquer outra onde possa ajudar nas tarefas de apoio aos mais necessitados.
