Maria Joaquina Oliveira
Como imaginava a sua vida social depois da reforma – e o que aconteceu realmente?
Quando me reformei, não sabia exatamente o que iria fazer. Nos primeiros tempos dediquei-me aos netos e a alguns desafios familiares. Mais tarde, iniciei o voluntariado na AREP, então na Columbano Bordalo Pinheiro. Frequentava um curso de artes decorativas, comecei a dar aulas e a dinamizar workshops.
Quais foram as mudanças mais marcantes nas suas rotinas de convívio?
Passei a envolver-me em várias atividades. Fiz voluntariado numa igreja, onde ainda colaboro. Trabalhei com escolas e colégios no programa Dress a Girl, produzindo roupa para crianças carenciadas de África. Dou aulas de croché e tricot e mantenho uma rotina de atividade física, entre hidroginástica e pilates.
Sente que o círculo de amigos e conhecidos cresceu, diminuiu ou transformou-se?
O meu círculo de amigos cresceu e transformou-se.
Que papel desempenham hoje as atividades culturais, comunitárias ou de lazer da AREP na sua vida?
Na AREP, organizei iniciativas culturais, almoços e espetáculos, como revistas e peças de teatro. Fui presidente da Delegação Tejo e continuo a colaborar no que for necessário ao bom funcionamento da delegação.
Se pudesse dar um conselho a quem está prestes a reformar-se, qual seria?
O meu conselho é simples: nunca parar. Continuo ativa na AREP, no tricot e croché e no voluntariado da igreja, sempre com gosto.
