<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>AREP Site, autor em AREP</title>
	<atom:link href="https://arep.pt/author/arepsite2021/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://arep.pt/author/arepsite2021/</link>
	<description>Associação de Solidariedade Social dos Trabalhadores e Reformados da EDP e REN</description>
	<lastBuildDate>Wed, 14 Jan 2026 15:59:31 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-PT</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9.4</generator>

<image>
	<url>https://arep.pt/wp-content/uploads/2025/01/cropped-AREP_logo-2025_Positivo-01-2-32x32.png</url>
	<title>AREP Site, autor em AREP</title>
	<link>https://arep.pt/author/arepsite2021/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Entre memórias e novos caminhos digitais</title>
		<link>https://arep.pt/entre-memorias-e-novos-caminhos-digitais/</link>
					<comments>https://arep.pt/entre-memorias-e-novos-caminhos-digitais/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[AREP Site]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 Jan 2026 15:59:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Noticias]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://arep.pt/?p=9407</guid>

					<description><![CDATA[<p>A relação dos seniores com a internet evoluiu significativamente, promovendo comunicação, aprendizagem, autonomia e uma presença digital cada vez mais ativa, com impactos positivos no dia a dia.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://arep.pt/entre-memorias-e-novos-caminhos-digitais/">Entre memórias e novos caminhos digitais</a> aparece primeiro em <a href="https://arep.pt">AREP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Entrar no mundo digital depois dos 65 anos é, para milhares de portugueses, algo natural e até entusiasmante. Muitos encontram online uma forma renovada de estar presentes no mundo e na vida da família, mantendo rotinas de proximidade que antes dependiam da distância ou de agendas difíceis de conciliar. As redes sociais são o início desta ligação diária. No Facebook, onde 64% dos seniores mantêm presença ativa, acompanham fotografias, trocam mensagens, seguem notícias e fortalecem laços que não se querem perder. Esta rede tornou-se para muitos um espaço de convivência, quase como uma extensão da sala de estar, onde circulam memórias, conversas, tradições e afetos que se renovam de forma permanente.</p>
<p>O YouTube ganhou igualmente destaque entre os mais velhos. Utilizado por 66% dos portugueses com mais de 65 anos, oferece conteúdos que vão de tutoriais práticos a música, documentários, viagens, programas culturais e até canais comunitários. A simplicidade de utilização e a possibilidade de aprender ao ritmo de cada um fazem com que muitos o vejam como um companheiro diário. Para alguns, tornou-se uma porta de entrada para novos hobbies; para outros, é uma forma de revisitar tradições, descobrir receitas antigas ou aprender técnicas que antes só eram transmitidas presencialmente.</p>
<p>Já o WhatsApp consolidou-se como uma ferramenta fundamental para o contacto familiar. Com 56% de adesão, permite trocas rápidas de mensagens, partilhas afetuosas e aquelas fotografias inesperadas dos netos que iluminam qualquer dia. É, para muitos seniores, o meio mais direto e caloroso de manter viva a ligação com as gerações mais novas, criando conversas contínuas que mantêm a família unida. Muitos grupos familiares dependem desta aplicação para decisões simples, como combinar almoços, partilhar notícias ou enviar pequenas mensagens de carinho que fazem a diferença no dia de cada um.</p>
<p>Muito mais do que comunicação, o digital trouxe autonomia. Consultar o saldo bancário, marcar consultas, renovar receitas médicas ou aceder a resultados deixou de exigir deslocações e filas de espera. A Área do Cidadão do SNS permite manter controlo sobre a saúde, atualizar dados e acompanhar tratamentos com facilidade. Para muitos seniores, esta mudança representa não apenas praticidade, mas também dignidade e liberdade, permitindo decidir, organizar e gerir o quotidiano sem depender de terceiros.</p>
<p>A saúde digital tornou-se parte integrante deste quotidiano. Teleconsultas evitam deslocações, simplificam processos e oferecem maior conforto. A possibilidade de aceder rapidamente a informação clínica contribui para decisões mais informadas e maior literacia em saúde. Para quem vive em zonas rurais ou afastadas de centros urbanos, estas ferramentas tornaram-se especialmente valiosas, encurtando distâncias que antes exigiam tempo, transporte e energia.</p>
<h2>A escola do mundo agora cabe no ecrã</h2>
<p>A internet abriu portas a uma nova forma de aprender, totalmente adaptada ao ritmo individual. Cursos online, workshops, vídeos educativos e atividades criativas mantêm a mente ativa e estimulam a curiosidade. Muitos seniores encontram finalmente oportunidade para explorar temas que sempre despertaram interesse, como pintura, culinária, história local, costura, jardinagem, música, fotografia ou genealogia. Outros aventuram-se no estudo de línguas, participam em aulas de ginástica suave via YouTube ou seguem sessões de meditação que reduzem o stress e promovem o bem-estar.</p>
<p>Esta aprendizagem estende-se também às dinâmicas de grupo. Vários seniores participam em clubes de leitura digitais, grupos de discussão cultural ou fóruns dedicados a temas tão diversos como astronomia, economia, viagens, plantas ou cinema clássico. Para muitos, este acesso renovado ao conhecimento traz motivação, alegria e a sensação de que cada dia pode incluir uma descoberta diferente.</p>
<p>Ao mesmo tempo, as plataformas digitais transformaram-se em espaços de convivência. Grupos dedicados ao crochet, à música, à gastronomia ou às caminhadas criam novas rotinas sociais e ajudam a combater a solidão. Há quem participe diariamente para dizer “bom dia”, partilhar uma receita, mostrar um trabalho manual recém-acabado ou comentar um vídeo inspirador. Estes pontos de encontro virtuais geram laços reais, mesmo entre pessoas que nunca se conheceram presencialmente, reforçando o sentido de pertença e de comunidade.</p>
<p>A aprendizagem digital traz benefícios cognitivos importantes: reforça a memória, estimula o raciocínio, melhora a atenção e incentiva a autonomia intelectual. Além disso, confere um sentimento de realização, essencial para o bem-estar emocional nesta fase da vida. Aprender já não tem idade; tem apenas vontade. E a internet lembra-nos, todos os dias, que o conhecimento nunca esteve tão acessível.</p>
<h2>Internet como janela para a cultura e a sociedade</h2>
<p>Com o acesso à internet, muitos seniores descobriram atividades que antes não faziam parte do quotidiano. Alguns exploram visitas virtuais a museus, outros acompanham transmissões musicais, palestras, debates, sessões de poesia e até peças de teatro transmitidas online.</p>
<p>Outra tendência crescente é o recurso a plataformas que oferecem conteúdos educativos de universidades internacionais, permitindo assistir a conferências e participar em formações curtas sem sair de casa. Este tipo de acesso democratiza o conhecimento e coloca oportunidades de aprendizagem ao alcance de todos.</p>
<p>A internet também reforçou a participação cívica. Petições digitais, consultas públicas e plataformas de informação tornaram mais acessível o debate sobre temas relevantes, permitindo que esta geração continue ativa e interventiva. Muitos seniores informam-se online sobre legislação, apoios sociais, temas ambientais e questões comunitárias que afetam o seu dia a dia. A participação digital permite que continuem a exercer cidadania plena.</p>
<h2>Histórias reais de uma vida mais ligada</h2>
<p>Por detrás dos números surgem histórias reais que mostram como a internet transformou o quotidiano depois dos 65 anos e abriu novas possibilidades de ligação, autonomia e aprendizagem. Cada utilizador encontra no digital algo diferente: companhia, descoberta, rotina ou liberdade. E é precisamente nessa diversidade que se revela a força do mundo online.</p>
<p>Helena, de 72 anos, vive em Vila Real. Os seus dois filhos emigraram, um para Paris e outro para Londres, e durante anos a distância pesou de forma silenciosa, mas constante. As videochamadas mudaram tudo. Hoje, fala com a família várias vezes por semana, recebe fotografias, partilha momentos e até joga online com os netos. A internet tornou-se, como diz com humor, “a sua sala de estar internacional”, um espaço onde se sente perto, mesmo estando longe.</p>
<p>Manuel, 68 anos, encontrou no digital uma nova forma de se reinventar. Depois da reforma, temia cair na monotonia e perder estímulos. Descobriu plataformas de aprendizagem online e rapidamente construiu uma rotina enriquecedora. Concluiu cursos de história, jardinagem e informática, segue canais de carpintaria no YouTube e sente-se mais ativo do que nunca. Confessa que agora estuda mais do que quando trabalhava e que o prazer de aprender lhe devolveu energia e propósito.</p>
<p>Graça, 75 anos, tem limitações de mobilidade e encontrou na digitalização uma oportunidade para recuperar independência. Utiliza a Área do Cidadão do SNS, renova receitas, acompanha resultados médicos, faz compras online e paga contas pelo MB Way. A internet devolveu-lhe tempo, autonomia e tranquilidade, e permitiu-lhe gerir o quotidiano com confiança e menos esforço. Hoje, sente que a tecnologia lhe deu “as ferramentas para continuar a viver ao seu ritmo”.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone wp-image-9410 size-full" src="https://arep.pt/wp-content/uploads/2026/01/entre-memorias-novos-caminhos-digitais1.jpg" alt="" width="1024" height="576" srcset="https://arep.pt/wp-content/uploads/2026/01/entre-memorias-novos-caminhos-digitais1.jpg 1024w, https://arep.pt/wp-content/uploads/2026/01/entre-memorias-novos-caminhos-digitais1-300x169.jpg 300w, https://arep.pt/wp-content/uploads/2026/01/entre-memorias-novos-caminhos-digitais1-768x432.jpg 768w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></p>
<h2>Aprender tecnologia com segurança e apoio</h2>
<p>Apesar dos benefícios, o caminho digital nem sempre é simples. Muitos seniores sentem receios sobre segurança, confiança ou memorização de procedimentos. O INE indica que 34% das pessoas entre os 65 e os 74 anos ainda manifesta insegurança online. Esta apreensão é natural e faz parte do processo de adaptação a qualquer nova linguagem tecnológica.</p>
<p>Para ultrapassar estes obstáculos, surgem cada vez mais iniciativas dedicadas à literacia digital. Bibliotecas, juntas de freguesia, universidades seniores e associações, como a AREP, criam ambientes de aprendizagem seguros, pessoais e acolhedores. Aqui, cada utilizador aprende ao seu ritmo, sem pressão e com apoio contínuo.</p>
<p>A repetição é fundamental. Realizar repetidamente as mesmas operações fortalece a confiança e reduz a ansiedade. A evolução dos dispositivos, agora com interfaces mais simples e intuitivas, também contribui para tornar o processo mais natural.</p>
<h2>Tecnologia a favor da saúde e do bem-estar</h2>
<p>Para além das teleconsultas, a tecnologia introduziu soluções que acompanham a saúde diária e tornam a gestão do bem-estar mais simples e intuitiva. Aplicações lembram a toma de medicamentos, vigiam a pressão arterial, registam atividade física ou controlam o sono. Assistentes virtuais respondem a dúvidas, oferecem recomendações e ajudam a organizar rotinas, permitindo que cada utilizador siga um plano adaptado às suas necessidades. Segundo dados recentes do Ministério da Saúde, cerca de 37% dos seniores utiliza pelo menos uma aplicação relacionada com cuidados de saúde, um número que tem vindo a crescer de forma consistente.</p>
<p>Os dispositivos de saúde digital facilitam o contacto com profissionais, reduzem deslocações e promovem maior autonomia na gestão de condições clínicas. Pulseiras de monitorização, aplicações para gerir diabetes, sensores cardíacos ou ferramentas que registam hábitos alimentares são exemplos de como a tecnologia pode contribuir para um envelhecimento mais saudável. Estudos europeus indicam ainda que um em cada quatro seniores recorre a dispositivos de monitorização diária, o que mostra uma mudança significativa na forma como esta geração acompanha a própria saúde.</p>
<h2>Famílias e comunidades ajudam a clicar</h2>
<p>A transição para o digital não acontece de forma isolada. Em grande parte dos casos, são filhos, netos ou vizinhos que dão os primeiros passos ao lado dos seniores, ajudando a instalar aplicações, explicar conceitos básicos ou mostrar como funcionam determinadas plataformas. Cada gesto simples, como criar uma palavra-passe ou ensinar a enviar uma fotografia, pode desbloquear um novo mundo de possibilidades. Para muitos seniores, esta aprendizagem partilhada reforça laços familiares e cria rotinas de convivência.</p>
<p>Mas o apoio não vem apenas da família. Muitas comunidades desenvolveram práticas formais e informais que facilitam a adaptação ao digital. Há cafés que disponibilizam wifi e pequenas sessões de ajuda, farmácias que explicam como utilizar aplicações de saúde e autarquias que criam balcões digitais para apoiar questões mais complexas, como renovações, declarações ou acessos ao portal das finanças. Esta teia de contributos ajuda a construir um ecossistema em que ninguém fica para trás.</p>
<p>Com o aumento da literacia digital, cresce também o sentimento de confiança. Cada tarefa realizada com sucesso, desde enviar um e-mail até comprar bilhetes online para um espetáculo, reforça a sensação de capacidade e independência. Para muitos, estas conquistas funcionam como motivação para continuar a aprender e explorar. A presença digital torna-se, assim, uma forma de valorização pessoal e de participação ativa na sociedade.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone wp-image-9409 size-full" src="https://arep.pt/wp-content/uploads/2026/01/entre-memorias-novos-caminhos-digitais2.jpg" alt="" width="1024" height="576" srcset="https://arep.pt/wp-content/uploads/2026/01/entre-memorias-novos-caminhos-digitais2.jpg 1024w, https://arep.pt/wp-content/uploads/2026/01/entre-memorias-novos-caminhos-digitais2-300x169.jpg 300w, https://arep.pt/wp-content/uploads/2026/01/entre-memorias-novos-caminhos-digitais2-768x432.jpg 768w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></p>
<h2>Digital é guardião de memórias e motor de novas histórias</h2>
<p>À medida que mais seniores se habituam ao digital, surgem novos usos profundamente significativos. Um dos mais importantes é a preservação da memória. Muitos utilizadores acima dos 65 anos recorrem à internet para organizar fotografias antigas, digitalizar documentos de família ou registar histórias pessoais que, de outra forma, poderiam perder-se com o tempo. Plataformas como o YouTube, o Facebook ou pequenos blogs transformam-se em arquivos digitais onde memórias são guardadas, celebradas e partilhadas com as gerações seguintes.</p>
<p>Outro fenómeno em crescimento é a partilha de conhecimento acumulado ao longo de décadas. Existem seniores que explicam técnicas de costura, receitas tradicionais, truques de jardinagem ou histórias locais em grupos dedicados, e estes conteúdos ganham valor pela força da experiência que carregam. O digital permite que estas tradições circulem de forma simples e sejam preservadas para o futuro.</p>
<p>Além disso, muitos encontram online um espaço onde podem expressar opiniões, participar em debates ou comentar temas que despertam interesse. Este envolvimento reforça a autoestima e cria a sensação de que continuam a ter um papel ativo e relevante na sociedade. A internet oferece-lhes uma plataforma onde podem construir legado e permanecer presentes, mesmo em etapas mais avançadas da vida.</p>
<h2>Uma geração que continua a dar passos em frente</h2>
<p>Mais do que acompanhar tendências, os seniores mostram que a tecnologia pode ser uma aliada poderosa para viver com autonomia, contacto humano e prazer pela descoberta. A internet não substitui a vida lá fora, mas amplia horizontes, aproxima pessoas e abre portas que antes pareciam distantes. A cada clique, ganha-se não apenas acesso à informação, mas também confiança, segurança e um sentimento renovado de pertença.</p>
<p>O que estas histórias revelam é simples e inspirador. A internet é companhia, conhecimento, ponte entre gerações e liberdade. Os seniores que a abraçam demonstram que a idade não limita a vontade de aprender nem a curiosidade pelo mundo. Cada mensagem, cada vídeo e cada chamada aproxima-os do que verdadeiramente importa e fortalece a ligação entre passado, presente e futuro, numa dança contínua entre memória e descoberta.</p>
<p>O mundo online tornou-se um lugar onde se sentem ativos, confiantes e participantes. E enquanto continuarem a explorar, a partilhar e a criar rotinas digitais, provarão que o futuro não se define pela idade, mas pela coragem de continuar a avançar. A cada novo passo dado no digital, reafirmam a sua força, a sua presença e a sua capacidade de se reinventar.</p>
<p>E é talvez nesta vontade tranquila de aprender, nesta curiosidade que não se apaga e neste desejo profundo de permanecer ligados ao que amam, que reside a verdadeira beleza desta geração. Porque, no fundo, envelhecer não é ficar para trás: é seguir em frente com o coração cheio de histórias e espaço para tantas outras que ainda estão por vir.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://arep.pt/entre-memorias-e-novos-caminhos-digitais/">Entre memórias e novos caminhos digitais</a> aparece primeiro em <a href="https://arep.pt">AREP</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://arep.pt/entre-memorias-e-novos-caminhos-digitais/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">9407</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Ulisses, de James Joyce</title>
		<link>https://arep.pt/ulisses-de-james-joyce/</link>
					<comments>https://arep.pt/ulisses-de-james-joyce/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[AREP Site]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 11 Sep 2025 10:38:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Crónicas azuis]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://arep.pt/?p=6562</guid>

					<description><![CDATA[<p>Salvador Peres Comprei, em Novembro de 1983, a edição do Círculo de Leitores de “Ulisses”, de James Joyce. Nesta edição, utilizou-se a tradução brasileira de António Houaiss, considerada a mais perfeita e a que mais se aproxima do texto original de Joyce. O livro foi escrito entre 1914 e 1921 e publicado em 1922. A [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://arep.pt/ulisses-de-james-joyce/">Ulisses, de James Joyce</a> aparece primeiro em <a href="https://arep.pt">AREP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Salvador Peres</p>
<p><span id="more-6562"></span></p>
<p>Comprei, em Novembro de 1983, a edição do Círculo de Leitores de “Ulisses”, de James Joyce. Nesta edição, utilizou-se a tradução brasileira de António Houaiss, considerada a mais perfeita e a que mais se aproxima do texto original de Joyce. O livro foi escrito entre 1914 e 1921 e publicado em 1922. A edição do Círculo de Leitores é de Agosto de 1983. O livro tem 550 páginas, apenas porque a editora optou por editar o livro num corpo de letra pequeno para poupar no papel. Porque na edição em português de Portugal, por exemplo, da editora Relógio d’ Água, traduzida por Jorge Carvalho, a editora não poupou no papel e o livro espraia-se por 752 páginas. Há edições com 900 páginas, em letras bem grandinhas para quem já vai falhando a vista.</p>
<p>Fui lendo a edição do Círculo de Leitores e preparo-me, agora, para ler a edição da Relógio d’ Água. Em 2008, quando publiquei o meu livro de contos “A Travessa dos Bispos Escarlates e Outras Histórias”, eu já antecipava que haveria de ler o “Ulisses” numa tradução em português de Portugal. Foi no conto “Um jantar em Azeitão” e começava assim:</p>
<p><em>Eu andava a reler o Ulisses, de James Joyce, agora, numa versão em português nativo. A experiência anterior, quando meti ombros à leitura numa tradução de português do Brasil, foi uma jornada cansativa e frustrante, que me deixou exausto. Ulisses, trata da odisseia de Leopold Bloom, um judeu irlandês, que sai de casa, a 16 de Junho de 1904, para comprar os rins que a mulher apreciava comer ao pequeno-almoço, ir aos correios buscar as cartas de amor da amada, consumar as suas obrigações de angariador de publicidade e acompanhar o funeral de um velho conhecido. Parece coisa simples e sem assunto. Mas é puro engano. Mergulhar na obra de Joyce é penetrar num labirinto orgânico, com vida própria, que cresce, se ramifica e se multiplica, na exacta medida da nossa perplexidade e desorientação. O senhor Bloom, tal como Ulisses através dos mares, vai andar à deriva pela cidade de Dublin. Uma metáfora subtil que se vai erigindo numa miríade de pormenores aparentemente comezinhos. É a vida real que ali encontramos. Não a vida idealizada, cheia de momentos de grande significado, que trajamos para evidenciar o significado único e especial das nossas vivências. </em></p>
<p>Agora, ombros metidos na difícil tarefa de reler o “Ulisses”, traduzido para português nativo, e no meio de muitas outras leituras que não quero deixar de fazer, vou seguir o conselho que Miguel Esteves Cardoso deixou plasmado numa das suas sábias crónicas: ler quatro páginas por dia, que, segundo o MEC, seria a cadência diária de escrita de Joyce. E deixar-me assombrar e divertir com aquela escrita difícil, densa, exasperante, mas muito divertida e diferente de qualquer coisa que já tenha lido até hoje. Não é por acaso que “Ulisses” é considerado como tendo atingido a suprema arte da escrita: a obra-prima absoluta.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://arep.pt/ulisses-de-james-joyce/">Ulisses, de James Joyce</a> aparece primeiro em <a href="https://arep.pt">AREP</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://arep.pt/ulisses-de-james-joyce/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">6562</post-id>	</item>
		<item>
		<title>A praia do Senhor Hulot entre S. Torpes e Porto Covo</title>
		<link>https://arep.pt/a-praia-do-senhor-hulot-entre-s-torpes-e-porto-covo/</link>
					<comments>https://arep.pt/a-praia-do-senhor-hulot-entre-s-torpes-e-porto-covo/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[AREP Site]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Jul 2025 17:53:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Crónicas azuis]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://arep.pt/?p=6520</guid>

					<description><![CDATA[<p>Salvador Peres A praia não é Saint-Marc-sur-Mer, situada na comuna de Saint-Nazaire, na região do Loire-Atlantique, onde Jaques Tati filmou “As férias do Senhor Hulot”. Esta de que falamos está localizada na portuguesíssima Costa Vicentina e chama-se Praia de Morgavel. Uma reentrância de mar, acobertada entre esparsos rochedos, com um extenso areal no pico da [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://arep.pt/a-praia-do-senhor-hulot-entre-s-torpes-e-porto-covo/">A praia do Senhor Hulot entre S. Torpes e Porto Covo</a> aparece primeiro em <a href="https://arep.pt">AREP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Salvador Peres</p>
<p><span id="more-6520"></span></p>
<p>A praia não é Saint-Marc-sur-Mer, situada na comuna de Saint-Nazaire, na região do Loire-Atlantique, onde Jaques Tati filmou “As férias do Senhor Hulot”. Esta de que falamos está localizada na portuguesíssima Costa Vicentina e chama-se Praia de Morgavel. Uma reentrância de mar, acobertada entre esparsos rochedos, com um extenso areal no pico da maré baixa, salpicado por pequenas lagoas que o mar vai deixando quando recua para a baixa-mar. Não estamos em Saint-Marc-sur-Mer, onde pontua o Hotel de La Plage, memória viva das peripécias do Senhor Hulot, mas sim num pequeno paraíso situado entre S. Torpes e Porto Covo. Acima da praia, dois bons restaurantes, o Arte e Sal e o Bom Petisco. Mas não é disso que reza esta crónica. Logo à entrada do filme de Tati, há uma cena em que se vê uma camioneta da carreira a chegar à praia. À janela, rostos deslumbrados de crianças olham a praia que cresce a toda a largura do seu olhar. E o ecrã é pincelado pelo colorido da alegre cacofonia dos veraneantes que mergulham nas ondas e riem e brincam na brancura do areal. Na praia de Saint-Marc-sur-Mer, recriada pelo génio de Jacques Tati, e na Praia de Morgavel, sobrevoa o mesmo encantamento da gritaria das crianças, saltitando na espuma da rebentação, o clamor que ressoa vindo do areal e o odor a maresia, os sons gorgolejantes da água, o crocitar das gaivotas, aquela indefinível sensação de liberdade que a praia nos oferece. Jacques Tati foi capaz de transpor para o ecrã toda essa magia, todo esse ambiente de vida e alegria que se vive numa praia. Quem viu o filme e depois vai até uma das muitas belas praias que pontuam a nossa imensa costa atlântica sabe do que falo.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://arep.pt/a-praia-do-senhor-hulot-entre-s-torpes-e-porto-covo/">A praia do Senhor Hulot entre S. Torpes e Porto Covo</a> aparece primeiro em <a href="https://arep.pt">AREP</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://arep.pt/a-praia-do-senhor-hulot-entre-s-torpes-e-porto-covo/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">6520</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Flávio despachou o televisor</title>
		<link>https://arep.pt/flavio-despachou-o-televisor/</link>
					<comments>https://arep.pt/flavio-despachou-o-televisor/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[AREP Site]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 Jun 2025 15:20:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Crónicas azuis]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://arep.pt/?p=6477</guid>

					<description><![CDATA[<p>Salvador Peres Flávio vendeu o televisor numa lojeca na esquina da rua do Mercado, um aparelho que lhe tinha custado uma pipa de massa. O lojista deu-lhe quase nada pela TV, coisa que a Flávio não fez mossa. O que ele queria mesmo era livrar-se daquele miasma e não pensar mais no assunto. Saiu da [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://arep.pt/flavio-despachou-o-televisor/">Flávio despachou o televisor</a> aparece primeiro em <a href="https://arep.pt">AREP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Salvador Peres<span id="more-6477"></span></p>
<p>Flávio vendeu o televisor numa lojeca na esquina da rua do Mercado, um aparelho que lhe tinha custado uma pipa de massa. O lojista deu-lhe quase nada pela TV, coisa que a Flávio não fez mossa. O que ele queria mesmo era livrar-se daquele miasma e não pensar mais no assunto. Saiu da loja a pensar que lá em casa nunca mais entrariam aqueles políticos de meia-tigela, mais a multidão de comentadores que os promoviam, enalteciam ou demonizavam. Isto para já não falar dos canais que exploravam, sem tento nem vergonha, a miséria e desgraça alheias. Já não se aguentava. Estava farto. Claro está que toda aquela gente e todos aqueles conteúdos espreitavam nos televisores que se espalhavam por toda a parte, como uma praga, em cafés, restaurantes, centros comerciais, consultórios, ginásios, aeroportos…. Dificilmente escaparia, a não ser que deixasse de frequentar todos esses locais, o que se afigurava impossível, dada a profusão de écrans invadindo os mais inimagináveis espaços, posicionados em todo os ângulos disponíveis. Flávio já tinha, meses antes, saído das redes sociais, onde chegara a somar uns milhares de “amigos”. E nunca, a despeito de muito aconselhado por alguns próximos, chegara a entrar noutros caixotes do lixo, como o tik-tok e semelhantes. A namorada de Flávio, a Matilde, achou que ele estava a ficar lelé da cuca, insano e insociável, e deixou-o. Os amigos mais chegados, não os do Facebook, mas os verdadeiros, também reconheceram que havia ali algum exagero, talvez uma pontinha de insânia e começaram, à cautela, a afastar-se dele.</p>
<p>Contudo, passados tempos desde que se livrara do ecrã e da influência das redes sociais, Flávio descobriu que respirava melhor, vivia melhor e que o mundo estava a tornar-se de novo um lugar frequentável. Já não aquele mundo formatado para consumo das massas que os media expeliam, como um vómito, vinte e quatro sobre vinte e quatro horas. Mas o mundo real, com todas as virtudes e defeitos da condição humana, com todas as sortes e azares da vida, com todos os caprichos da natureza. A pouco e pouco, os amigos, não os do Facebook, mas os verdadeiros, voltaram a aproximar-se, porque, como tudo na vida, as coisas, como patenteou Pessoa, <em>primeiro estranham-se, depois entranham-se</em>. E a presumível insânia de Flávio passou de bizarra a usual. É a vida. A Matilde é que não voltou, coisa que a Flávio não fez mossa. Como se costuma dizer, às vezes, há males que vêm por bem.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://arep.pt/flavio-despachou-o-televisor/">Flávio despachou o televisor</a> aparece primeiro em <a href="https://arep.pt">AREP</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://arep.pt/flavio-despachou-o-televisor/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">6477</post-id>	</item>
		<item>
		<title>A Magia do Alto Lindoso</title>
		<link>https://arep.pt/a-magia-do-alto-lindoso/</link>
					<comments>https://arep.pt/a-magia-do-alto-lindoso/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[AREP Site]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 24 Apr 2025 19:12:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Crónicas azuis]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://arep.pt/?p=6340</guid>

					<description><![CDATA[<p>Salvador Peres Vindos de Ponte da Barca, terra de Agostinho Pimenta, futuro Frei Agostinho da Cruz, o poeta-eremita da Arrábida, sobe-se pela N203 até ao Lindoso, actual sede da Freguesia com o mesmo nome, que foi vila e sede de concelho até ao início do século XIX. A estrada acompanha, encosta acima, o Rio Lima, [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://arep.pt/a-magia-do-alto-lindoso/">A Magia do Alto Lindoso</a> aparece primeiro em <a href="https://arep.pt">AREP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Salvador Peres</strong></p>
<p><span id="more-6340"></span></p>
<p>Vindos de Ponte da Barca, terra de Agostinho Pimenta, futuro Frei Agostinho da Cruz, o poeta-eremita da Arrábida, sobe-se pela N203 até ao Lindoso, actual sede da Freguesia com o mesmo nome, que foi vila e sede de concelho até ao início do século XIX. A estrada acompanha, encosta acima, o Rio Lima, encaixado, nesta parte do percurso, entre as serras do Soajo e Amarela. A paisagem deixa ver, a espaços, o azul prateado do Lima. Em Entre Ambos-os-Rios, o Tamente e o Froufe abraçam este povoado, que deve o seu nome ao facto de estar situado entre estes dois afluentes do Lima.</p>
<p>Estrada acima, são 26 quilómetros até ao Lindoso. Apesar das curvas e contra-curvas, o percurso faz-se em 30 minutos, com prazer e sem aflições, que a paisagem é deslumbrante e a estrada é de piso amigável. Sensivelmente a meio do percurso, passamos por Paradamonte, onde subsistem, à esquerda, as casas do antigo Bairro EDP, contruído para morada dos trabalhadores afectos à velha Central do Lindoso, entrada ao serviço em 1922, e, à direita, o caminho que leva a outras edificações da empresa, o edifício do Clube de Pessoal, o antigo Campo de Férias da EDP e a altaneira Pousada.</p>
<p>A minha ligação ao Lindoso começa no decurso da construção da barragem, projectada em 1983 e concluída e inaugurada em 1992. Deverei ter visitado, pela primeira vez, o estaleiro das obras por 1988. A partir daí, acompanhei a construção de empreendimento, indo regularmente ao estaleiro com jornalistas que iam cobrindo a edificação da maior obra hidroeléctrica do país.</p>
<p>São muitas e boas as memórias dessas idas ao Lindoso, quando as obras estavam no seu ponto mais alto, com mais de um milhar de trabalhadores a formigar pela imensidade do estaleiro. Em 1992, então quadro do Gabinete de Comunicação da EDP, dirigido pelo Engº António Ribeiro dos Santos, fiz parte da equipa que esteve na organização da imensa logística que envolveu a inauguração da Barragem. Em 1994, já como primeiro responsável pelo Gabinete de Comunicação da então criada CPPE, a minha ligação ao Empreendimento Hidroeléctrico do Alto Lindoso tornou-se ainda mais assídua, com visitas regulares à Barragem, muitas vezes acompanhado de jornalistas idos de Lisboa para testemunharem, <em>in loco</em>, a magnitude e importância estratégica do Alto Lindoso, no contexto da produção de energia eléctrica em Portugal.</p>
<p>As águas límpidas e rumorejantes que escorrem das serranias e afluem ao seio do Lima, o ar puro da montanha, o matiz dourado dos rochedos e da vegetação amarelada que pode ser apreciado, por alturas da Primavera e Verão, na Serra Amarela, as terras do Soajo, que nos brindam com a envolvente paradisíaca de cascatas e lagoas e o fascinante terreiro dos espigueiros. Essa forte ligação que fui ganhando a terras do Lindoso é, ainda hoje, motivo de idas frequentes a um lugar que continua a encantar-me pela sua magia e serenidade.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://arep.pt/a-magia-do-alto-lindoso/">A Magia do Alto Lindoso</a> aparece primeiro em <a href="https://arep.pt">AREP</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://arep.pt/a-magia-do-alto-lindoso/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">6340</post-id>	</item>
		<item>
		<title>O bem passou de moda</title>
		<link>https://arep.pt/o-bem-passou-de-moda/</link>
					<comments>https://arep.pt/o-bem-passou-de-moda/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[AREP Site]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Feb 2025 22:52:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Crónicas azuis]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://arep.pt/?p=6257</guid>

					<description><![CDATA[<p>Salvador Peres A Caixa de Pandora já estava entreaberta. Os males que, desde que há memória, assolavam os homens, a doença, a guerra, a velhice, a mentira, os roubos, o ódio, o ciúme, há muito sobrevoavam o mundo. Não eram novidade nas meditações de pensadores e filósofos, nem surpresa nas vivências das gentes comuns. O [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://arep.pt/o-bem-passou-de-moda/">O bem passou de moda</a> aparece primeiro em <a href="https://arep.pt">AREP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Salvador Peres</strong></p>
<p><span id="more-6257"></span></p>
<p>A Caixa de Pandora já estava entreaberta. Os males que, desde que há memória, assolavam os homens, a doença, a guerra, a velhice, a mentira, os roubos, o ódio, o ciúme, há muito sobrevoavam o mundo. Não eram novidade nas meditações de pensadores e filósofos, nem surpresa nas vivências das gentes comuns. O mal, como uma segunda pele, viveu sempre colado ao género humano. É-lhe intrínseco, na medida em que brota dele. Fomos, ao longo da história da humanidade, aprendendo a viver com o mal, tentando moldá-lo, suavizá-lo, controlá-lo… Para lhe fazer frente, inventámos o bem, na esperança de que, opondo-se convicta e frontalmente a ele, acabaria por, não digo vencê-lo, mas, pelo menos, apaziguá-lo. A história do homem é muito marcada por esta luta contra o mal, que joga um jogo de enganos com a humanidade, umas vezes parecendo uma entidade estranha, que nos assalta do exterior, outras, uma criatura criada por nós, que vive em nós. Mas o bem passou de moda. Ser bom, hoje, é ser fraco. Agora, tal como Pandora, assustados com esta Caixa de onde se libertam todos os males, tentámos fechá-la, colocando-lhe de novo a tampa. Tarde demais. O mal fugiu-nos entre os dedos, entranhando-se nas modernas formas de comunicação e expressão criadas pelas redes sociais. Ele, agora, imaterial e incontrolável, corre ali, submergindo a humanidade num tsunami de ódio, raiva e intolerância. Talvez a humanidade, confrontada com este vírus que a corrói por dentro, volte um dia a dar uma nova oportunidade ao bem. Talvez…</p>
<p>O conteúdo <a href="https://arep.pt/o-bem-passou-de-moda/">O bem passou de moda</a> aparece primeiro em <a href="https://arep.pt">AREP</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://arep.pt/o-bem-passou-de-moda/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">6257</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Burrice Natural</title>
		<link>https://arep.pt/burrice-natural/</link>
					<comments>https://arep.pt/burrice-natural/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[AREP Site]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Jan 2025 15:02:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Crónicas azuis]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://arep.pt/?p=6161</guid>

					<description><![CDATA[<p>Salvador Peres Anda o povo enfermiço com a neura da Inteligência Artificial. Dizem os entendidos que há justificadas razões para isso. A Inteligência Artificial, diz-se, vai, num futuro mais próximo que longínquo, tomar conta de tudo, vassourando os humanos para a condição de escravos. Os sintomas, no dizer de insuspeitos peritos, já por aí moram. [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://arep.pt/burrice-natural/">Burrice Natural</a> aparece primeiro em <a href="https://arep.pt">AREP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Salvador Peres</strong></p>
<p><span id="more-6161"></span></p>
<p>Anda o povo enfermiço com a neura da Inteligência Artificial. Dizem os entendidos que há justificadas razões para isso. A Inteligência Artificial, diz-se, vai, num futuro mais próximo que longínquo, tomar conta de tudo, vassourando os humanos para a condição de escravos. Os sintomas, no dizer de insuspeitos peritos, já por aí moram. Quem, por exemplo, tem o azar de precisar de informações das inúmeras empresas de serviços a que está ligado, já se depara com uma voz robótica que tem resposta para quase tudo, menos para aquilo que o cliente necessita: um interlocutor humano que o entenda e lhe resolva o problema. E é para quem quer! Quem não gostar, que reclame para outro humanoide robótico, que regista a queixa, agradece e passa à frente.</p>
<p>Neste meio tecnologicamente avançado, só há dois lados: o artificialmente inteligente: a máquina que se mostra absolutamente infalível; e o genuinamente ignorante: o pateta falível que somos todos nós. Os sábios são peremptórios: não há forma de combater a Inteligência Artificial; estamos condenados a viver com ela. Resta-nos esperar que no final deste processo imparável, que nos atira para um futuro incerto, ainda reste uma nesga de humanidade. E que os efeitos benéficos da Inteligência Artificial não acabem por nos acorrentar numa eterna Burrice Natural.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O conteúdo <a href="https://arep.pt/burrice-natural/">Burrice Natural</a> aparece primeiro em <a href="https://arep.pt">AREP</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://arep.pt/burrice-natural/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">6161</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Alguma vez saberemos?</title>
		<link>https://arep.pt/alguma-vez-saberemos/</link>
					<comments>https://arep.pt/alguma-vez-saberemos/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[AREP Site]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Dec 2024 16:01:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Crónicas azuis]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://arep.pt/?p=6053</guid>

					<description><![CDATA[<p>Salvador Peres Qual dos dois somos quando nos olhamos num espelho: o ser sentido que olha ou o ser reflectido que é olhado? Do lado de lá há somente uma imagem devolvida ou um outro ente que vê e sente? Há um pensamento que parece inútil, e talvez o seja, que me acode ao espírito [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://arep.pt/alguma-vez-saberemos/">Alguma vez saberemos?</a> aparece primeiro em <a href="https://arep.pt">AREP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Salvador Peres</p>
<p><span id="more-6053"></span></p>
<p>Qual dos dois somos quando nos olhamos num espelho: o ser sentido que olha ou o ser reflectido que é olhado? Do lado de lá há somente uma imagem devolvida ou um outro ente que vê e sente? Há um pensamento que parece inútil, e talvez o seja, que me acode ao espírito quando me olho num espelho: o mundo que vemos acontecer lá fora existe mesmo ou é fruto de uma construção do nosso cérebro? Aquilo a que chamamos realidade existirá para além de nós?</p>
<p>Algumas correntes filosóficas afirmam que a realidade não faz sentido sem que exista alguém para a observar. Que as árvores, as montanhas, os rios e o céu só existem porque existe um ser capaz de os percepcionar, de os compreender. Que sentido, defendem, tem uma flor se não houver alguém que aprecie a forma e a cor e lhe sinta o aroma? Que sentido tem o mundo, o universo, sem nós?</p>
<p>A existência, para além de nós, é um completo mistério. Enigma que se soma ao profundo desconhecimento que temos sobre nós próprios. As nossas sinapses cerebrais trabalham, desde que nascemos, para nos ligar ao todo. Mas, como no Mito de Sísifo, parecemos condenados a empurrar uma pedra até ao cimo de um monte, caindo a pedra depois montanha abaixo sempre que atingimos o topo, num processo repetido até à eternidade. Como no Mito de Sísifo, a nossa vida desenrola-se em circuito fechado, num eterno retorno, de nós para nós, sem nunca almejarmos saber quem está no outro lado do espelho.</p>
<p>Qual dos dois somos quando nos vemos reflectidos nas águas límpidas de um rio: o ser sentido que olha ou a imagem que nos é devolvida? Quem já não se quedou tentando descortinar o significado da imagem que lhe é restituída? Aquele que olha para a superfície das águas e o reflexo que de lá nos chega são uma mesma entidade? Alguma vez saberemos?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O conteúdo <a href="https://arep.pt/alguma-vez-saberemos/">Alguma vez saberemos?</a> aparece primeiro em <a href="https://arep.pt">AREP</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://arep.pt/alguma-vez-saberemos/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">6053</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Um ano a mais significa um ano a menos?</title>
		<link>https://arep.pt/um-ano-a-mais-significa-um-ano-a-menos/</link>
					<comments>https://arep.pt/um-ano-a-mais-significa-um-ano-a-menos/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[AREP Site]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Dec 2024 22:15:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Crónicas azuis]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://arep.pt/?p=6003</guid>

					<description><![CDATA[<p>Salvador Peres Um ano a menos não significa um ano a mais. Isso parece indiscutível. Digo “parece”, porque vivendo nós num mundo em que o que parece vai contando mais do que o que é, o melhor é usar de cautelas. Sendo mais fácil jogar no parecer que no ser, não admira que, para os [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://arep.pt/um-ano-a-mais-significa-um-ano-a-menos/">Um ano a mais significa um ano a menos?</a> aparece primeiro em <a href="https://arep.pt">AREP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Salvador Peres</p>
<p><span id="more-6003"></span></p>
<p>Um ano a menos não significa um ano a mais. Isso parece indiscutível. Digo “parece”, porque vivendo nós num mundo em que o que parece vai contando mais do que o que é, o melhor é usar de cautelas. Sendo mais fácil jogar no parecer que no ser, não admira que, para os outros, mesmo sendo, as mais das vezes, acabemos parecendo. É confuso? Cada um que decida. No final, contem os votos. Ganhou o ser, ganhou o parecer? É aceitar: a verdade é território da maioria.<br />
Hoje, tudo se discute, mesmo o indiscutível. O que é bom, digo eu. Melhor dizendo: parece-me bom. Mas se as certezas parecem estar na crise da meia-idade, como devo responder à pergunta: um ano a mais significa um ano a menos?<br />
Com tantas teorias de relativismo, viagens no tempo, buracos de minhoca, universos paralelos e outros desmandos da nova física, que parece querer fundir-se na metafísica, hesito. Para falar do tempo, não do atmosférico, mas daquele que começa no zero e acaba no infinito, é preciso tempo, desconfio que também infinito. E não é que estão outra vez a ameaçar-nos com a Bomba! Há um cheiro acre a radiação atómica nas fuças de autocratas e ditadores. Interroga-se o povo: carregam no botão, não carregam no botão? Amedrontam-se uns, atiram-se para a frente de peito aberto, outros.<br />
Andam políticos, de olhos vendados, a jogar à cabra-cega com o perigo. O povo vota neles, crendo que têm alma e dedo leve, e que jamais carregarão no botão. O pior são as máquinas, os robôs. Esses, têm muitos circuitos integrados, mas ainda não se lhes inventou uma alma. E, se chegam ao botão, sabe-se lá o que decidem!<br />
Mas para quê tanta agitação? O mundo acaba mesmo? Se sim, em acabando, está acabado. E quando acabar, acabou. Se nada restar, sobrará nada. Mas não acabando, não acaba. Pelo menos por enquanto. Prometido está que um dia, como tudo o que foi gerado, entregará a alma ao criador. Seja ele um dos muitos deuses adorados pelos homens ou aquele ovo<br />
cósmico de onde se diz que tudo foi criado.<br />
Nesta intermitência temporal, esperando que venha ou não venha a Bomba, o melhor mesmo é irmos cumprindo a tradição e preparar o Natal que espreita já aí à porta. Festas Felizes para todos, sem excepção, felizes ou infelizes, crentes ou descrentes, preocupados ou indiferentes com o estado do mundo. Por enquanto, sólido.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://arep.pt/um-ano-a-mais-significa-um-ano-a-menos/">Um ano a mais significa um ano a menos?</a> aparece primeiro em <a href="https://arep.pt">AREP</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://arep.pt/um-ano-a-mais-significa-um-ano-a-menos/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">6003</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Fundo de Pensões EDP</title>
		<link>https://arep.pt/5921-2/</link>
					<comments>https://arep.pt/5921-2/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[AREP Site]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 17 Nov 2024 13:32:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Noticias]]></category>
		<category><![CDATA[Noticias EDP]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://arep.pt/?p=5921</guid>

					<description><![CDATA[<p>Carta AGEAS sobre o pagamento do complemento de pensão pago pela EDP a cargo do Fundo de Pensões Os beneficiários do Fundo de Pensões EDP estão a receber por mail ou por carta da entidade gestora do referido fundo “AGEAS Pensões” a informar da possível opção, prevista na lei, de transferir o valor do montante [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://arep.pt/5921-2/">Fundo de Pensões EDP</a> aparece primeiro em <a href="https://arep.pt">AREP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Carta AGEAS sobre o pagamento do complemento de pensão pago pela EDP a cargo<br />
do Fundo de Pensões</p>
<p><span id="more-5921"></span></p>
<p>Os beneficiários do Fundo de Pensões EDP estão a receber por mail ou por carta da entidade gestora do referido fundo “AGEAS Pensões” a informar da possível opção, prevista na lei, de transferir o valor do montante da responsabilidade com o complemento de pensão, em pagamento, no final do ano de 2024, para uma Conta Individual num Contrato de Adesão<br />
Individual a Fundo de Pensões Aberto á sua escolha.<br />
A eventual opção deverá ter lugar, como informado, entre janeiro e março de 2025.<br />
Caso não esteja interessado em exercer a opção acima referida, não é necessário tomar qualquer iniciativa, e as condições do seu pagamento de pensão manter-se-ão inalteradas.<br />
Caso queira conhecer melhor esta alternativa deverá contactar a AGEAS no período acima referido e depois decidir o que melhor lhe entender.<br />
Salientamos que o exercício desta opção é estritamente pessoal, e até janeiro não há que tomar qualquer ação.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O conteúdo <a href="https://arep.pt/5921-2/">Fundo de Pensões EDP</a> aparece primeiro em <a href="https://arep.pt">AREP</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://arep.pt/5921-2/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">5921</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Eleições AREP 2024</title>
		<link>https://arep.pt/eleicoes-arep-2024/</link>
					<comments>https://arep.pt/eleicoes-arep-2024/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[AREP Site]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 17 Nov 2024 13:02:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://arep.pt/?p=5912</guid>

					<description><![CDATA[<p>ASSEMBLEIA GERAL Nos termos dos Artigos 25.º e 26.º dos Estatutos e do Art.º 5.º do Regulamento Eleitoral, convoco todos Associados efetivos com direito a voto para a Assembleia Geral da AREP – Associação de Solidariedade Social dos Trabalhadores e Reformados da EDP e da REN (IPSS), a realizar no próximo dia 2 de dezembro [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://arep.pt/eleicoes-arep-2024/">Eleições AREP 2024</a> aparece primeiro em <a href="https://arep.pt">AREP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">ASSEMBLEIA GERAL<br />
Nos termos dos Artigos 25.º e 26.º dos Estatutos e do Art.º 5.º do Regulamento Eleitoral, convoco todos<br />
Associados efetivos com direito a voto para a Assembleia Geral da AREP – Associação de Solidariedade Social<br />
dos Trabalhadores e Reformados da EDP e da REN (IPSS), a realizar no próximo dia 2 de dezembro na sua<br />
sede, sita na Av. Defensores de Chaves, 52 A S/L, em Lisboa, com a seguinte<br />
ORDEM DE TRABALHOS<br />
Ponto um: Eleição dos Órgãos Centrais para 2025/2028<br />
Ponto dois: Aprovação do Plano de Atividades e Orçamento para 2025<br />
A mesa de voto funcionará nas instalações da sede em Lisboa, com o seguinte horário:<br />
Abertura: 14H00<br />
Encerramento: 17H00<br />
De acordo com o artigo 9.º dos Estatutos, são Associados eleitores os associados efetivos que, tendo as suas<br />
quotizações em dia, tenham sido admitidos há pelo menos um ano.<br />
É admissível o voto por procuração ou por correspondência nos termos estatutários.<br />
Lisboa, 30 de setembro de 2024</p>
<p style="text-align: center;">O Presidente da Mesa da Assembleia Geral</p>
<p style="text-align: center;">Victor Manuel da Costa A. M. Baptista</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Documentos para Assembleia Geral da AREP:</strong></p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://arep.pt/wp-content/uploads/2024/11/lista-A-Delegacao-Central-cores-FV-4050.pdf">Composição Lista A</a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://arep.pt/wp-content/uploads/2024/11/DC_Programa-Eleitoral-v4-PB-FVF-4050.pdf">Programa Lista A</a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://arep.pt/wp-content/uploads/2024/11/INFORMAREP-ESPECIAL-OUTUBRO-2024-FINAL.pdf">Plano de Ação e Orçamento para 2025</a></p>
<p>O conteúdo <a href="https://arep.pt/eleicoes-arep-2024/">Eleições AREP 2024</a> aparece primeiro em <a href="https://arep.pt">AREP</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://arep.pt/eleicoes-arep-2024/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">5912</post-id>	</item>
		<item>
		<title>A Agência de Viagens Lemming</title>
		<link>https://arep.pt/a-agencia-de-viagens-lemming/</link>
					<comments>https://arep.pt/a-agencia-de-viagens-lemming/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[AREP Site]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Oct 2024 13:46:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Crónicas azuis]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://arep.pt/?p=5875</guid>

					<description><![CDATA[<p>Salvador Peres Após 11 meses a aborrecerem-se mortalmente em casa e no emprego, os urbanitas sentem uma necessidade irreprimível de mudança e vão aborrecer-se mortalmente para outras paragens. É assim que começa a saga do extraordinário livro de banda desenhada A Agência de Viagens Lemming, de José Carlos Fernandes. O autor já entrara definitivamente nas [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://arep.pt/a-agencia-de-viagens-lemming/">A Agência de Viagens Lemming</a> aparece primeiro em <a href="https://arep.pt">AREP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Salvador Peres</p>
<p><span id="more-5875"></span></p>
<p><em>Após 11 meses a aborrecerem-se mortalmente em casa e no emprego, os urbanitas sentem uma necessidade irreprimível de mudança e vão aborrecer-se mortalmente para outras paragens</em>. É assim que começa a saga do extraordinário livro de banda desenhada <em>A Agência de Viagens Lemming</em>, de José Carlos Fernandes.</p>
<p>O autor já entrara definitivamente nas minhas leituras com os volumes 1 e 2 de <em>A Pior Banda do Mundo</em>, uma obra notável de humor e um soberbo tratado sobre a condição humana, divertido, estanho e filosófico, marcado por uma profunda ironia.</p>
<p>Em <em>A Agência de Viagens Lemming</em>, José Carlos Fernandes leva-nos numa viagem extraordinária por destinos paradoxais e exóticos, só aparentemente falhos de lógica e sentido. Na sua estranheza, por mais absurdos e implausíveis que se apresentem, os destinos de férias que nos propõe acabam por nos ser muito próximos e reconhecíveis. Com um guião que aparenta levar-nos pelos trilhos da irrelevância, José Carlos Fernandes constrói um extraordinário universo paralelo, um lugar no outro lado do espelho, que desnuda a frágil condição humana e expõe a realidade fútil, trivial e sensaborona do homem comum.</p>
<p>Em <em>A Agência de Viagens Lemming</em>, o Sr. Zoldft tenta avaliar quão longe o poderá levar o seu subsídio de férias como Arquivista na Secretaria de Estado da Procrastinação e recorre à Agência de Viagens Lemming. Lá, é recebido pelo persuasivo dono da agência, que o leva, por uma sucessão interminável de sugestões de viagens, para lugares absolutamente incríveis: <em>o Museu de Cera de Pessoas Banais</em>; <em>Kwinz, a cidade-cemitério; Zamith e os urinóis públicos; Manzil ou a apoteose do não-lugar; Gallupi e os depósitos de estátuas apeadas; Dúlia e a banalidade; Baltováquia: atracções prisionais; Museu da Sandália e Museu da Cárie Dentária; as Ilhas Golliwog e Zarqawistão</em>…</p>
<p>Pelo caminho faz o Elogio do turista amnésico, apresenta os Hinos nacionais de todo o mundo, aconselha o turismo nuclear, apresenta as novas pompeias e dá conselhos para a bagagem extraviada.</p>
<p><em>A Agência de Viagens Lemming</em> foi publicado, em 2005, em tiras semanais no suplemento de férias do Diário de Notícias. As histórias foram reunidas em duas secções: <em>Dez mil horas de Jet Lag</em> e <em>O Síndrome da Classe Turística</em>. A sua primeira edição aconteceu em Espanha, em 2011, pela editora Astiberri. Só mais tarde, em 2014, seria publicado em Portugal pela Edições Devir.</p>
<p>José Carlos Fernandes nasceu em <a href="https://www.infopedia.pt/$loule?intlink=true">Loulé</a>, a 16 de outubro de 1964. É <a href="https://www.infopedia.pt/dicionarios/lingua-portuguesa/Engenheiro">Engenheiro</a> do ambiente, ilustrador e autor de <a href="https://www.infopedia.pt/$banda-desenhada?intlink=true">banda desenhada</a>. Licenciou-se em Engenharia do Ambiente e foi assistente de Botânica na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa. Entre 1989 e 1999, trabalhou como técnico do <a href="https://www.infopedia.pt/$parque-natural-da-ria-formosa?intlink=true">Parque Natural da Ria Formosa</a>. Aos 25 anos de idade, sem possuir qualquer formação artística, decidiu começar a desenhar. De acordo com o autor, <em>A Agência de Viagens Lemming </em>bebe as suas referências em escritores como Joseph Conrad, Bruce Chatwin ou Luís Sepúlveda.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://arep.pt/a-agencia-de-viagens-lemming/">A Agência de Viagens Lemming</a> aparece primeiro em <a href="https://arep.pt">AREP</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://arep.pt/a-agencia-de-viagens-lemming/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">5875</post-id>	</item>
	</channel>
</rss>
