O inverno traz temperaturas mais baixas, maior permanência em espaços fechados e uma circulação acrescida de vírus e bactérias, tornando esta estação particularmente sensível para a população sénior. As infeções respiratórias como gripe, constipação e pneumonia tornam-se mais frequentes, e reconhecer sintomas, prevenir e agir atempadamente faz toda a diferença no bem-estar e na autonomia.
A gripe manifesta-se com dores de cabeça, musculares e articulares, inflamação da garganta, tosse seca, cansaço, febre, arrepios, congestão e corrimento nasal. O tratamento recomendado passa por repouso, ingestão de líquidos e utilização de paracetamol ou anti-inflamatórios, sempre com orientação médica. Nos seniores, pode causar complicações como pneumonia, agravamento de doenças crónicas ou desidratação, pelo que é essencial procurar ajuda se surgirem sintomas persistentes, dificuldade respiratória, dor no peito ou alteração do estado geral.
A constipação, embora mais ligeira, é igualmente comum. Provoca espirros, tosse, garganta arranhada, corrimento nasal, sensação de frio e cansaço. Os sintomas surgem dias após o contacto com o vírus e podem resolver-se espontaneamente. Manter hidratação, repousar e evitar mudanças bruscas de temperatura ajuda a aliviar o desconforto. Contudo, sinais prolongados devem ser avaliados para excluir outras infeções.
A pneumonia exige atenção imediata. Geralmente provocada por bactérias, requer antibióticos e manifesta-se com falta de ar, febre, calafrios, tosse com expetoração, dores torácicas e dores musculares, podendo também incluir náuseas. Nos seniores, pode ainda surgir com confusão, perda de apetite ou fraqueza súbita. Como é potencialmente grave, qualquer suspeita deve motivar consulta médica urgente.
A prevenção é fundamental. Um estilo de vida saudável, com alimentação equilibrada, atividade física regular, sono adequado e atenção à saúde mental, reforça o sistema imunitário. A vacinação anual da gripe e, quando indicado, da pneumonia continua a ser das medidas mais eficazes para reduzir riscos. Ventilar espaços, evitar aglomerações, lavar frequentemente as mãos e cumprir etiqueta respiratória são gestos simples que diminuem significativamente a probabilidade de infeção.
Durante o inverno, o acompanhamento pelo Médico Assistente é determinante para monitorizar doenças crónicas, ajustar medicação e esclarecer dúvidas. Estar atento aos sinais do corpo, manter rotinas saudáveis e procurar apoio quando necessário contribui para um inverno mais seguro, ativo e sereno.
Artigo elaborado com base em informação disponibilizada pela Sãvida

