Encontrei no voluntariado uma nova forma de realização pessoal

O que o motivou a dar o primeiro passo para se tornar voluntário?
Tendo eu, na minha génese, um espírito solidário e de entrega a causas sociais, quando se aproximou a minha entrada na situação de reformado e recebi um convite de elementos da direção da AREP para dar a minha contribuição, aceitei de bom grado essa incumbência.
Outro fator que pesou muito nesta decisão foi o facto de, ao longo da vida, ter tido várias oportunidades de partilhar — a título individual e também através de instituições coletivas — o grato prazer de assistir à satisfação das pessoas envolvidas em momentos de convívio, solidariedade e partilha. Quando essa participação se integra em organizações já vocacionadas para esse objetivo, torna-se ainda mais fácil otimizar esse contributo. É exatamente esse o caso da AREP.

Pode partilhar uma experiência marcante enquanto voluntário na AREP?
Embora a minha participação ainda seja diminuta, quando comparada com a de muitos voluntários em atividade, e estando sobretudo ligada à organização de eventos, já tive o grato prazer de receber o reconhecimento dos sócios pela alegria e satisfação que os momentos de convívio proporcionam.
É gratificante perceber que, por vezes, um simples gesto, uma palavra ou alguns minutos de atenção podem contribuir para uma melhor e mais saudável qualidade de vida.

Como descreveria o impacto que o voluntariado teve na sua vida pessoal?
Tenho vivido, na primeira pessoa, a satisfação de contribuir para a harmonia e socialização da comunidade de sócios da AREP. Constatei que aquilo que damos enquanto agentes ativos nesta partilha tem um retorno manifestamente superior ao que investimos. Isso contribui de forma muito positiva para a autoestima e para a satisfação interior na relação com os nossos semelhantes.

Como organiza o seu tempo entre os compromissos pessoais e o voluntariado?
Encaro a minha participação no voluntariado como uma atividade integrada na minha vida social. Assim, o tempo é organizado em função das necessidades e compromissos de ambas as vertentes.
No voluntariado, estando organizados em equipa, conseguimos sempre revezar-nos de acordo com a disponibilidade de cada um, garantindo que nenhum compromisso entra em conflito com outro.

Que conselhos daria a alguém que esteja a pensar em começar a fazer voluntariado?
Que não hesite. O voluntariado proporciona um prazer imenso e faz-nos sentir mais dignos enquanto seres humanos. Deve, no entanto, ter presente que a dedicação e o empenho não visam qualquer compensação moral ou notoriedade, mas sim um compromisso que deve ser assumido com seriedade.

Como vê o papel do voluntário na construção de uma sociedade mais solidária?
Vejo o voluntário como alguém que contribui, de forma simples e prática, para que a sociedade seja mais justa, humanizada, solidária e interativa. É gratificante sentir-se um agente ativo e interveniente neste processo de socialização, onde o fator humano deve continuar a desempenhar um papel fulcral na concretização desse objetivo.

 Mário Almeida

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